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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O povo mais rico do mundo


O apóstolo Paulo escreve sua Carta aos Efésios de sua primeira prisão em Roma. Ele já era um homem velho e trazia no corpo as marcas de Cristo. Já havia sido preso em Filipos, Jerusalém e Cesaréia. Como bandeirante do Cristianismo, já havia sido apedrejado, açoitado, fustigado com varas e enfrentado naufrágios e perigos de toda sorte. Agora, o apóstolo estava algemado e preso em Roma, a capital do Império. Ao escrever sua Epístola aos Efésios, longe de reclamar de suas cadeias, ou rogar qualquer alívio do sofrimento, relembra à igreja, quão rico é o povo de Deus. Paulo diz que aqueles que crêem em Cristo são santos e fiéis e detentores tanto da graça como da paz. Para nossa geração embriagada pelas bênçãos e tão apática em relação ao abençoador, Paulo diz que já somos abençoados com toda sorte de bênção em Cristo Jesus. Somos o povo mais rico do mundo. É claro que Paulo não está falando da teologia da prosperidade, reduzindo as riquezas espirituais apenas ao nível material. A Bíblia diz que há ricos pobres e pobres ricos. A verdadeira riqueza não é terrena, é celestial; não é material, é espiritual.

Somos o povo mais rico do mundo, porque somos abençoados com toda sorte de bênção espiritual pelo Deus Pai (Ef 1.4-6), pelo Deus Filho (Ef 1.7-12), e pelo Deus Espírito Santo (Ef 1.13,14). Nossa salvação é uma obra realizada pelo próprio Deus triúno e para a glória do Deus triúno (Ef 1.6,12,14). Quais são essas bênçãos que temos e, que nos torna o povo mais rico do mundo?

1. Nós fomos escolhidos por Deus (Ef 1.4). Não fomos nós que escolhemos a Deus, foi Deus quem nos escolheu. Não fomos nós que amamos a Deus, foi ele quem nos amou primeiro. Deus nos escolheu não porque cremos em Jesus, mas cremos em Jesus porque ele nos escolheu. Deus não nos elegeu porque éramos santos, mas nos elegeu para a santidade. Ele nos escolheu não porque tínhamos boas obras, mas fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. Deus nos escolheu, em Cristo, desde a eternidade, para a salvação não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos.

2. Nós fomos adotados na família de Deus (1.5). Deus não apenas nos livrou da condenação eterna, que os nossos pecados merecem, mas também nos adotou em sua família. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Temos livre acesso à sua presença por meio de Jesus. O Espírito Santo, agora, habita em nós e nos transforma de glória em glória, na imagem de Cristo, nosso irmão primogênito. Aqui cruzamos vales escuros, pisamos o chão crivado de espinhos pontiagudos, porém, em breve, estaremos na Casa do Pai, no Paraíso, na Cidade Celeste, com corpos glorificados, para reinarmos com Jesus, pelos séculos sem fim.

3. Nós fomos remidos pelo sangue de Cristo (1.7). Deus nos amou e nos resgatou da casa do valente, da potestade de Satanás, do reino das trevas, da masmorra do pecado, mesmo quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Éramos escravos da carne, do mundo e do diabo quando Deus quebrou as correntes que nos mantinham prisioneiros. Fomos libertos e resgatados. Pelo sangue de Jesus fomos comprados para Deus, para sermos propriedade exclusiva de Deus, e para vivermos para a glória de Deus. Esse resgate não foi mediante ouro ou prata, mas pelo precioso sangue de Jesus!

4. Nós fomos selados com o Santo Espírito da promessa (Ef 1.13,14). Deus Pai nos escolheu e nos adotou em sua família, Deus Filho nos remiu com o seu sangue e, Deus, o Espírito Santo, nos selou como propriedade exclusiva de Deus. Ninguém neste mundo nem no vindouro pode arrancar-nos dos braços de Deus. Estamos seguros e guardados. Temos o selo de Deus. O Espírito Santo, que habita em nós, é o penhor e a garantia de que aquele que começou boa obra em nós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus. Somos ricos, muito ricos; de fato, o povo mais rico do mundo!

Fonte: Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ele me levou ao deserto…


Espiritualmente o deserto tem muitos significados, quase todos são de provas e lutas, porém mais que isso, entendemos ser um lugar que durante a vida cristã, somos convidados por Deus a dar um passeio por lá.

É como se fosse um estágio na nossa formaçã espiritual, uma matéria na universidade que Deus tem, e os matriculados, somos nós.
O texto de hoje, encontramos em Gênesis cap 16, vers 7,8 e 9.

7. E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
8. E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.
9. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.

O que exatamente você pensa quando ouve a palavra deserto? Embora eu nunca ter estado em um, vem em minha mente uma situação de eu estar lá sentindo muito calor e sede. Pra você é assim também? Sabemos que no deserto as condições metereológicas não são somente altas temperaturas, podem ser baixíssimas também, além de que acontecem tempestades de ventos e areia, logo entendemos ser um ambiente instável e de condições extremas.

Nossa personagem principal de hoje, é uma mulher egípcia chamada Agar. Logo por estar nesse contexto, ser egípcia lhe colocava na condição de serva, ou se preferir, simplesmente uma escrava. Não era ela o foco do plano de Deus, ela poderia ser classificada como uma mera coadjuvante ou talvez, nem mencionada na história de Abraão e Sara, Deus não estava tratando aqui com a história dessa mulher, nem a convidou para que participasse do seu plano em levantar uma grande geração de filhos ao casal, mas claro que por sua permissão, surge a figura dessa mulher num ato precipitado e equívoco de Sara e Abraão. E surge também, a demostração de amor e zelo que Deus tem pela humanidade, através do exemplo de cuidado que teve por essa mulher.

Abraão e Sara você sabe, estavam esperando a promessa de ter um filho, mas os anos passaram, o filho não chegava, Sara era estéril e pra piorar, Abraão estava velho , então resolveram dar uma ajudinha a Deus, decidiram que Agar deveria ser a “Mae de aluguél” para esse tão desejado herdeiro. Decisão tomada, veio a ordem, e aqui fico imaginando a situação dessa serva(…)
Devia ser uma mulher humilde e sem muita expressão, entrava na sala de seus senhores quieta e saia calada, se ocupava nos afazeres do dia sem criar muita intimidade com sua senhora, cozinhava, lavava, talvez não era a única serva da casa, e se assim fosse, tinha algo que chamava a atenção de Sara e que a fazia diferente das outras servas, muito embora Sara nunca demostrou ou falou nada sobre alguma qualidade notável da escrava, o fato é que Sara andava muito pensativa por aqueles dias, e Agar sempre lhe vinha a lembrança quando a idéia era ver uma criança correndo nos corredores da casa ou brincando em volta a fazenda.

Quanto a Agar, ninguém perguntou a sua opinião sobre idéia de se deitar com seu patrão a fim de dar-lhe um filho, ninguém se preocupou se a índole da escrava poderia ser ferida, ou poderia sentir-se apenas como um objeto de uso na procriação atendendo assim o desejo de seus donos. Ela era apenas uma criada, uma serva, e não tinha qualquer direito de achar que sim ou que não, em outras palavras, era vista como alguém sem vontade própria, sem desejos ou sonhos, era como uma peça de xadres nas mãos do jogador que é movida de lugar quando ele bem entende. E assim foi feito.

A idéia de Sara era simples e objetiva; Agar deveria engravidar, ter uma gestação saudável, e após o parto entregar a criança para que o casal criasse.
Penso que durante os meses que se passaram, Sara pensava no prazer te ter a criança nos braços, ver a promessa de Deus cumprida, educar o menino, ensinar ele a ser um homem direito, amar a Deus e dar continuidade na geração prometida.
Essa era a parte teórica do planos, mas Sara não havia pensado na parte prática, e nessa incluia a mãe, talvez era difícil pra Sara incluir a serva nos dias futuros com a criança, penso que era impossível ela pensar nisso, pois se antes de tudo não pensou na vontade de Agar em participar daquele projeto, porque pensaria em algo tão distante? lá no futuro? Mas as coisas não eram bem assim… Agar tinha sentimentos e uma personalidade fortíssima, e sobre isso eu quero falar…

Era algo novo para aquela mulher ver sua barriga crescer…penso que como para toda a mulher, era emocionante sentir a criança mexer, imagino os momentos solitários em seus aposentos, ela deitada em sua cama olhava para para a parede como se fosse o infinito, com a mão na sua barriga ela pensava,(…) como será o rostinho? terá semelhanca com abrãao? imaginava as mãozinhas, os cabelos, a boquinha, e um sorriso lhe saia dos olhos…era o sentimento mais singelo do ser humano que se chama; Amor de Mãe!! imagine você que Deus ao referir-se a esse amor diz;
Pode uma mãe esquecer-se de seu filho, porém Eu nao me esquecerei de ti, esse ” PODE” Deus aqui usa como algo absurdo ou uma difícil possibilidade, uma extrema situação que venha a acontecer, uma mãe esquecer-se de quem gerou. Partindo deste princípio, imagine o problema que esse vínculo de amor iria gerar na relação de Agar, Sara, Abraão e o menino…
Mas esse, é assunto para o próximo post…(!)

Em Cristo,

por Eliseu Soares articulista do Gospel Prime / Missao do Milenio

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O dia que escapei da morte!


Nem todo mundo gosta de falar do seu passado, ainda mais quando ele não nos oferece boas lembranças que mereçam ser contadas. E por isso mesmo eu não gosto de falar do meu!(…), devo admitir que meu passado é vergonhoso e não serve de bom exemplo a ninguém, mas mesmo eu não gostando, vou falar um pouco dele a você.

Nasci em Israel, fui criado nos subúrbios da cidade de Jerusalém, logo na minha infância tive minhas primeiras experiências com pequenos crimes, e foi num ambiente de pobreza e violência que foi formado o meu caráter, ou melhor, foi nesse lugar que não se formou um bom caráter em mim, muito embora eu tenha conhecido gente que me serviu de bom exemplo, uma dessas pessoas foi um jovem israelita que tive contato uma vez, mas vou falar dele mais pra frente.

De pequenos delitos como eu disse, fui cada vez mais me envolvendo em coisas erradas, roubo era mais que uma necessidade minha, sinto que eu era motivado a fazer isso pela índole de maldade que havia em mim e isso me levou cada vez mais a caminhos errados.

E como alguém já falou, um abismo chama outro abismo! Meus atos foram aumentando e com eles a intensidade da maldade, e com isso aumentou também a minha fama de mau elemento na região onde eu morava.

As autoridades locais já me conheciam muito bem, foram muitas as vezes que criei problemas pra eles, enfim todo o povo da minha cidade conhecia não somente o meu nome mas também as coisas erradas que eu praticava. Lembro que os religiosos passavam por perto de mim e fingiam não me conhecerem, na verdade eu sei que me conheciam muito bem, mas a religião do meu povo nunca se importou com gente da minha classe, quer dizer, lembro somente um dia que lembraram que eu existia(…) E sobre esse fato eu quero falar algumas coisas.

Houve um determinado dia que eu e alguns amigos, nos metemos num problema sério, sempre me dei bem nos crimes que pratiquei, mas aquele dia foi diferente, cometemos um homicídio.

E por eu ser o mais conhecido do bando, fui preso e por conta disso passei maus bocados na prisão.

Somados a esse crime, pesavam sobre mim uma serie de acusações, e eu sabia que não teria como escapar disso, a lei no meu pais é muito severa pra quem comete homicídio, e no final de um julgamento feito o meu, pena de morte seria a coisa mais certa para o meu caso.

Na prisão nunca criei expectativas de otimismo em relação ao meu futuro, sempre esperei o dia que eu seria chamado para enfrentar minha condenação de morte, toda vez que eu via um preso nas mesmas condições minhas ser buscado na cela, era um pouco de mim que morria por antecipação, os gritos do condenado e as tentativas frustradas de se livrar das algemas nos pés e nas mãos faziam aqueles miseráveis sofrerem ainda mais, e por isso uma coisa eu sempre pensava; O dia que vierem me buscar enfrentarei sem relutar, deixarei pra sofrer só na hora da morte, então sempre esperei dessa forma, mesmo que isso muito me assustava.

Um dia muito cedo, antes do nascer do sol, se repetiu o que eu já estava acostumado a ver, os guardas entraram pelos corredores da prisão para buscar algum prisioneiro, certamente era dia de execução, mas a forma que eles chegaram daquela vez foi diferente dos demais dias que faziam isso, estavam em silencio, mesmo sem abrir os olhos notei que seus passos se aproximavam de minha cela, depois de um breve silencio, o susto;

Era nas barras de ferro da minha cela que batiam para me acordar.

Meu sangue gelou, senti um gosto amargo em minha boca, enfim havia chegado a vez e a hora que mesmo sem desejar eu sempre esperei. Abri meus olhos e firmei meu olhar na parede da cela, como se isso fosse a despedida de um lugar que mesmo sendo o pior local pra se viver, ainda assim eu escolheria ficar ali do que ter que enfrentar a pena de morte.

Ao me colocar em pé, o silêncio foi novamente quebrado por uma voz firme e autoritária;

-Sai dessa cela e nos acompanhe! Meus passos iniciaram uma saída rápida daquele lugar, os soldados estavam agitados, algumas pessoas gritavam fora do local onde estávamos, eu não entendia bem o que estava acontecendo, até chegarmos perante a autoridade que pronunciaria a sentença.

Foi nesse momento que me deparei com o jovem israelita que citei anteriormente, e nesse mesmo momento uma surpresa que jamais entendi o motivo, Ele era um homem novo, estava abatido e machucado, suas roupas rasgadas e manchadas com sangue denunciavam que havia sofrido agressões sem piedade, mas o que mais me marcou foi o olhar, um olhar profundo, que mesmo em silêncio falava alto, e despertou em mim um sentimento que jamais imaginei sentir, mesmo não o conhecendo pensei comigo, como podem fazer sofrer um homem de parecer tão bom?

Foi nessa hora que ouvi alguém me perguntar;

-Seu nome é Barrabás? – Sim respondi apressado!

-Então saia por aquele portão, você esta livre! Esse homem ira morrer em teu lugar.

Não me falaram o nome daquele bondoso homem, mas durante o dia eu pude acompanhar de longe o sacrifício da morte em cruz que Ele enfrentou, e só depois de crucificado descobri seu nome, mas o mais assustador para mim foi quando li o que escreveram acima da sua cabeça pendurado no madeiro;

Estava escrito; “Jesus Nazareno, O rei dos Judeus”.

Era incrível, mas meu próprio Rei morria crucificado em meu lugar.

Veja o vídeo da Canção Barrabás por Anderson Barony

por Eliseu Soares articulista do Gospel Prime

sábado, 7 de novembro de 2009

Nossa miserável semelhança com Pilatos!


que é a Verdade? Essa pergunta você encontrará uma única vez na bíblia sagrada, foi proferida por um homem que certamente além de ouvir falar dele você também já deve ter parado para pensar nessa importante figura histórica. Estou me referindo a Pilatos.

O texto de hoje esta em João 18.38;
Disse-lhe Pilatos, Que é a verdade?

Pilatos era o então governador da Palestina, e pelo que sabemos governar os judeus naquela atualidade, não era uma posição de prestigio político, já que estava sem o favor do imperador que por decorrência disso havia o designado a esse “rebaixamento” de posto.

Ou seja, Pilatos estava em um ambiente cercado de tenção, nervosismo e instabilidade social.

De um lado os judeus, que forçados a obedecer um sistema político imperialista e invasor, relutavam em conviver nessa situação, pequenos focos de distúrbios aqui outrora ali, deixavam na cidade de Jerusalém um clima de desequilíbrio. E esse povo além de serem liderados pelo governo romano, sentiam também a forte influência dos sacerdotes chefes da religião, somado a isso tudo, Pilatos dividia-se entre a pressão popular e a conveniência de sua posição política romana, era no mínimo inconfortável liderar um povo de hábitos religiosos fortes, cultura tão diferente e além disso tudo, entender o surgimento de um tal homem chamado Cristo, que dizia ser filho de Deus.

Não sei até que ponto Pilatos se interou daquele problema surgido na cidade, mas por certo algum soldado ou oficial mais chegado, deve ter lhe feito o seguinte comentário;

-Governador temos problemas!

-Que tipo de problema agora? Indaga Pilatos, – Os religiosos encontraram alguém que parece fazer concorrência com eles, um tal Jesus, se diz filho de Deus e Rei dos Judeus!

-Era só o que me faltava, conclui Pilatos, mais um querendo se outorgar Rei desses miseráveis? Que tipo de Império ele espera ter aqui? É cada um que me aparece!(…)

Não demorou muito para que surgisse a oportunidade dele conhecer o “tal Rei”, e as circunstâncias em que aconteceu isso, será eternamente lembrado por esse homem. Em pé diante de Pilatos Jesus se parecia com qualquer coisa, menos com um rei. Durante toda a noite ele havia apanhado, suas vestes estavam sujas, seu corpo já com hematomas visíveis retratavam um desses bêbados ou mendigos que Pilatos estava acostumado a ver nas ruas da cidade,

Vim ao mundo a fim de dar testemunho da verdade, dizia o moribundo rei em sua frente.

Após um frio silêncio, Pilatos analisa aquele acusado de promover distúrbios em Jerusalém, fixa os olhos no olhar do preso e se lembra da voz da sua mulher ao referir-se sobre aquele homem, ele sabia que Jesus não tinha nada que merecesse a morte. Quanta coisa mais deve ter passado na cabeça de Pilatos, era um momento de decisão, era uma hora única em sua existência, uma mistura de sentimento de justiça, misturado a conveniência de sua figura política, então sai de sua boca a pergunta que marcou a sua vida;

O que é a verdade?(…)

Eu não sei exatamente o que Pilatos pretendeu ouvir como resposta, também não sei se essa pergunta veio num tom de ironia ou carregada da mais profunda necessidade que um ser humano possa ter, o fato é que Pilatos deixou passar por suas mãos a oportunidade mais importante de sua vida, e falando em mãos, não importa quantas vezes ele as tenha lavado, de qualquer maneira ele nunca poderá lavar a sua culpa.

Quantas vezes não olhamos para Jesus e fazemos a mesma pergunta, O que é a verdade? como se nunca ouvimos falar desse Deus Salvador, desprezamos sua morte de cruz, não esperamos resposta e damos as costas a Ele.

Mas o olhar continua sendo o mesmo, a vontade de revelar-se também é a mesma, e o desejo de nos salvar continua sendo o mesmo.

Sou Jesus, O Caminho, a Verdade e a Vida. Sim! Jesus não somente conhecia a verdade, Ele é a própria! Pena que Pilatos não o reconheceu, e você? Também fará o mesmo?

Em Cristo,

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Palavra profética

Palavra profética não é uma moda gospel e nem profecias (ou profetadas) que vemos e ouvimos por aí.

Se há algo que devemos ter muito cuidado é com o nosso falar. Pensar antes de falar. Alguém muito sábio disse que se temos dois ouvidos e uma boca é para ouvir mais e falar menos (às vezes precisamos observar o óbvio).

Conheço uma pessoa que passa o dia todo reclamando. A pessoa tem de tudo e ainda reclama. A pessoa tem saúde, dinheiro, família e continua reclamando. Claro, essa pessoa não tem Jesus.

Conheço outro que, em tom de “brincadeira”, também reclama que falta isso ou aquilo. Que se tivesse mais dinheiro, mais saúde, mais amigos ou mais alguma coisa, seria mais feliz, mais “próspero”, mais abençoado. Este, conhece Jesus, mas, não se contenta com o que tem. Na rodinha de amigos podemos observar o que há dentro do coração de cada um pois a boca fala do que o coração está cheio (MT 15.18). Se meu coração tem gratidão, vai liberar palavras de gratidão, de benção: “Vai dar certo”, “vou conseguir”, “sou uma benção”, “sou um vencedor”, “Deus está à minha frente e por isso tenho vitória”. Se em meu coração murmuro, então liberarei palavras de maldição: “Isto nunca vai dar certo”, “isso é um problema”, “você é um burro”, “você é um incompetente”, e por aí vai. A palavra liberada no mundo espiritual tem um poder sobrenatural que desconhecemos. A diferença do que conhece a Jesus e o do que não o conhece é bem simples: aquele que conhece a verdade será liberto (Jo 8.32), entretanto, ambos colherão daquilo que estão plantando; mesmo que a colheita seja em palavras.

Não foi à toa que Joyce Meyer, inspirada pelo Espírito Santo, escreveu: “Eu e minha boca grande”.

A grande verdade é que ninguém gosta de pessoas negativas, pessimistas. Se ao meu lado tenho um pessimista e um otimista, obviamente me aproximarei do otimista porque se não estou bem, poderei ficar. Se já estou bem, ficarei melhor ainda. Imagine se eu não estiver bem e ficar próxima a uma pessoa pessimista. Misericórdia! E o pior, é que há muitos pessimistas dentro das nossas igrejas. São pessoas de Deus, mas que talvez estejam cegas espiritualmente e necessitam de um colírio do Senhor para enxergarem o poder que há nas palavras que liberam. Há muitos crentes que são vítimas das suas próprias palavras. Precisam ser libertos das palavras de maldição que liberaram, mas que não percebem ou nunca perceberam.

Aqui no bairro do Jaraguá, em SP, há décadas, iniciou-se uma obra de viaduto, mas foi paralisada. Muitos (inclusive crentes) acabavam amaldiçoando aquela obra e o próprio bairro.

Quando tomei conhecimento de que, como Igreja, devo abençoar a minha terra, comecei a abençoar aquele “toco” de viaduto. Sempre que passava lá eu falava: “Senhor abençoe este viaduto em nome de Jesus”. Tenho certeza que muitos servos de Deus fizeram isso e hoje, glória a Deus, a segunda via do viaduto está em fase final. Um lado já funciona para alegria da população e o outro, muito em breve, será liberado. Hoje, quando passo por lá peço ao Senhor que abençoe a todos os homens que trabalham dia e noite naquela obra. Para mim, isso não tem nada a ver com a prefeitura, pois há mais de 10 anos a obra estava parada, mas sim com a palavra profética que liberamos sobre aquele lugar. Glória a Deus!

Você já parou pra pensar porque existe a luz? Porque Deus disse: ”Haja luz”, e houve luz porque uma ordem de comando foi dada por Ele, e assim, a luz passou a existir. Como Igreja, temos a obrigação de usar nossa boca profética para, trazer à luz aquilo que ainda não existe para abençoar nosso irmão, nossa cidade, nosso trabalho e não amaldiçoar; para isso, existe o diabo e seus anjos que veio para roubar, matar e destruir. Se somos filhos da luz, vamos agir como tais.

Se ao final do dia colocássemos numa balança todas as palavras que liberamos, o que mais pesaria: palavras de benção ou de maldição? Quantas palavras, por exemplo, você liberou hoje: mais benção ou mais maldição?

Com amor,

Deus as vezes acalma o mar, mas nem sempre o faz!

Quase sempre a bíblia associa O Mar, a lutas e dificuldades, e quase sempre vemos o livramento e a vitória que Deus tem para os seus filhos, mas hoje quero falar de momentos em que o mar da vida se enfurece e as ondas batem no nosso barco muitas vezes nos levando ao naufrágio, clamamos para que Deus acalme as ondas, mas parece que Ele não nos ouve, e o mar continua bravio.

O texto de hoje está em Atos 27:19

E ao terceiro dia nós mesmo, com nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu toda a esperança de nos salvarmos.

Esse emocionante relato de uma viagem desastrosa do apóstolo Paulo, nos leva a imaginar os momentos angustiantes que esse homem de Deus passou durante quatorze dias e quatorze noites à deriva no Mar Adriático. Ele correu risco de vida, tanto pela fúria do mar quanto pela vontade de satanás em matá-lo através de um pensamento maligno dos soldados que faziam a guarda do navio, Paulo sentiu na carne o medo, a solidão e o silêncio de Deus naquelas noites sombrias de chuva. A escuridão e o balanço das águas daquele mar bravio lhe davam a impressão de ver a morte a qualquer instante, e havia dentro dele o sentimento de alivio se algo acontecesse para dar fim aquela situação.

Como posso afirmar isso? porque Paulo era um ser humano como eu e você. Sabe querido, quando Jesus nos chamou para segui-lo Ele não nos prometeu um mar de rosas. Ele também nunca te disse que mudaria o instinto natural de tua vida o tornando uma pessoa sem medos e inseguranças. Jesus jamais afirmou que você nunca iria sofrer ou passar por momentos de angustia e dor.
As vezes, queremos ou pensamos que somos super dotados espirituais, e por servirmos a Deus, é inaceitável luta e sofrimento feito esse naufrágio desesperador vivido por Paulo, já vi gente se vestir de uma “espiritualidade” tão sobre natural que repreende todo tipo de provação ou sofrimento que vê, dizendo que é inaceitável esse tipo de situação a um filho de Deus, será mesmo que isso é uma verdade?

Pois eu te digo uma coisa, Deus as vezes acalma o mar, mas nem sempre assim ele faz. Ele acalma o mar apenas com um doce olhar, ou com uma voz de autoridade dizendo, – Aquieta-te mar! acalma-te vento! e tudo se faz bonança. Mas isso é somente as vezes que acontece. Existem momentos que o mar não se acalma, o vento não enfraquece e as ondas se tornam bravias e batem no barco e encalhamos, sim(!), vemos o casco do barco se partir e apenas nos resta força para escaparmos apenas com vida chegando a uma pequena ilha, como essa chamada Malta que Paulo conseguiu nadar, então entendemos uma grande verdade;

Deus as vezes acalma o mar, e em outras vezes vem junto conosco para dentro da tempestade.
Dai compreendemos que sua vontade é soberana, que Ele é o Deus dos vales e das montanhas, do mar bravio e da ilha de refugio, que os planos que Ele tem para a nossa vida são maiores do que a nossa vontade do bem estar, Ele tem o mar como seu aliado para grandes ensinos, as lutas são para o nosso crescimento, e o medo serve para entendermos que precisamos sempre da ajuda desse Deus que tudo pode, inclusive acalmar o mar, quando lhe parece conveniente. Seu silêncio não quer dizer que perdeu o controle da situação, Ele esta ali(…) pertinho de nós e tem tudo no seu controle.

Deus as vezes acalma o mar, e em outras vem nos socorrer!

Em Cristo,

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sete níveis de contribuição

Mateus – 6 – 21 : 21
Hoje vamos falar de como contribuir para o reino de Deus.
1. RESTITUIÇÃO (Jl. 2:25-26): Existe uma promessa da parte de Deus para todo o seu povo, a Restituição. O reino espiritual é um reino de legalidade, o reino espiritual não opera em nossas vidas com ilegalidades. Muitas pessoas querem a restituição daquilo que foi roubado, mas não querem entender o princípio de devolver para Deus aquilo que eles usaram e não lhes pertencia. Não devemos fazer voto de tolo, com Deus não se brinca, quando foi para comprar a Cidade de Deus muitos prometeram diversas coisas, mas passaram quatro anos e ainda não cumpriram.
2. DEVER (Mt 3:10): Muitas pessoas não entendem o princípio do dízimo, dão por obrigação ou por medo de maldição, e mesmo assim o Senhor promete abrir as janelas do céu e derramar sobre as nossas vidas bênçãos sem medida, e nos chamar de Bem Aventurados. A benção financeira tem dois aspectos: As vezes ganhar mais, porém, as vezes render mais aquilo que você tem em suas mãos. Concedendo- lhe sabedoria ao usar o dinheiro.
3. SEMEADURA (II Cor. 9:6-7): A palavra de Deus nos diz claramente que a oferta é a nossa semeadura. A palavra de Deus nos dá a semente e o pão. Deus tem te dado todos os dias o pão? O mesmo que dá o pão é o que dá a semente. O problema é que muitos acabam comendo a semente, e ai não tem nada para semear.
4. GRATIDÃO (Sl. 116:12): O que eu posso dar para Deus por tudo aquilo que Ele tem me dado? Pensar dessa maneira é um ato de gratidão com o Senhor, aquele que semeia esta pensando em ganhar, mas aquele que dá por gratidão é porque já ganhou. Você tem motivos para ser grato com Deus? Na verdade não há muita gratidão com Deus e infelizmente isso acontece entre o povo de Deus. Porém algo tem que ser feito, pois alguns dizem: “Que darei eu ao Senhor em gratidão, como nada pode pagar eu não vou dar nada”. Claro que nunca vamos pagar o que Deus fez por nós, mas a oferta demonstra a sua gratidão e isso alegra o coração de Deus.
5. CAUSA (Mt. 16: 15): Causa fala da conquista da geração para o Senhor Jesus. Nós já falamos até aqui de quatro níveis de contribuição, mas quando se fala de causa é deixar de estar no centro e contribuir naquilo que eu acredito. Quero colocar o meu dinheiro numa causa significativa. Quero colocar meu dinheiro numa causa nobre. Portanto, esse é um nível superior de contribuição, porque estou expressando meu compromisso como discípulo. Quem acredita na conquista dessa geração contribui, quem diz que acredita e não contribui está enganando a si mesmo.
6. GENEROSIDADE (Pv.11:24-25): Poucos contribuem por generosidade. Fazem o bem sem ver a quem. Doam porque não vivem para acumular ou entesourar para si mesmos. O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos. Eles doam porque doar faz parte do seu caráter, simplesmente são generosos. Gente rara, mas existe. O relacionamento com Jesus gera esse tipo de gente. Na matemática financeira mundana a equação é quanto mais eu poupo mais eu tenho, na matemática de Deus quanto mais somos generosos mais vamos ter. No Reino de Deus funciona assim quanto mais generoso você é mais suas finanças multiplicam. Para quem é livre, dar não é obrigação, responsabilidade ou solidariedade. Para quem é livre, dar é amor. Por isso é que se diz que é possível dar sem amar, mas é impossível amar sem dar.
7. ADORAÇÃO (Pv. 3:9-19): Finalmente aos que contribuem por gesto de adoração, ato que visa tão somente a glória de Deus. Estamos habituados a adorar o Senhor com músicas e danças e isso é muito bom, porém quantos já pararam para adorar a Deus com seus bens. Em Jo. 12: 1-6, Maria adora Jesus de todo o seu coração sim, mas com um bem precioso que naquela época equivaleria a dez meses de serviço.
Talvez esse não seja um dos assuntos que todo cristão gosta de refletir, mas é o de maior influencia em nossa vida. Deixar que Deus nos ensine a praticar os sete níveis é a melhor coisa que podemos fazer. Nossa vida tem que estar diante de Deus e as nossas finanças também. Temos que ter um coração grato a Deus, pela graça que não merecemos, mas que Deus nos dá com alegria e da mesma forma devemos alegrar o coração de Deus.

Gratidão a atitude das almas nobres

Salmos – 92 – 1 : 2
A gratidão é o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou algum benefício, um auxílio, um favor etc. A gratidão é uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção à outra pessoa; freqüentemente acompanhado por um desejo de agradecê-la, ou ser recíproco a um favor realizado a si.
1. PORQUE A GRATIDÃO É IMPORTANTE EM NOSSA VIDA?:
A gratidão é a única força com poder de manter o nosso olhar incontaminado das amarguras deste mundo, ela é quem nos leva a compreender que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Quando temos um coração grato, não dependemos das circunstâncias para agradecer, desenvolvendo assim confiança em Deus, que é a base para viver esta palavra (“todas as coisas cooperam…”). A gratidão nos faz ver as circunstâncias desta vida com um enfoque divino, fazendo tudo fazer sentido, até mesmo o que é mais absurdo.
2. PORQUE É IMPORTANTE EXPRESSARMOS NOSSA GRATIDÃO A DEUS?
Temos muitos motivos:- Motivos Materiais: Deus nos dá alimento e supre as necessidades de nossa vida, nossa família, nosso cônjuge, nossos filhos, ministério, a presença e bem-estar de pessoas queridas em nossa vida, a proteção divina, são alguns motivos para agradecermos. – Motivos Espirituais: Deus enviou a luz para os homens na pessoa de Jesus Cristo, nos dando a salvação através da graça, nos dando vitória sobre a morte através Dele, e muitos outros motivos que devemos ser gratos ao nosso Deus. – Porque Ele espera isso de seus filhos: Podemos ver a expressão de Jesus ao curar 10 leprosos e apenas 1 voltar para agradecer-lhe. – Porque esta é a sua vontade: neste mesmo texto percebemos que a vontade de Jesus, seria que todos os outros leprosos tivessem voltado.
3. COMO DESENVOLVER A VIRTUDE DA GRATIDÃO?:
- Comece cada dia com uma atitude de gratidão: A vontade de Deus é que possamos dar graças em tudo (I Ts 5.18) e que não nos esqueçamos de nenhum de seus feitos (Sl. 103.2). Como podemos obedecer a este mandamento? – Cultive o hábito de olhar para aquilo que você tem ao invés de olhar para o que não tem: Algumas pessoas fixam tanto seus olhares naquilo que perderam ou que ainda não têm que deixam de ver muitas coisas boas que já possuem. Se quisermos ser agradecidos, devemos olhar aquilo que temos à luz dos fatos e buscar compreender como Paulo compreendia, que tudo o que temos nos foi entregue como um “dom”, como uma “dádiva”. – Glorifique ao Senhor com suas palavras: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença Senhor, rocha minha e redentor meu (Sl.19.14)”.
Se desejamos ser gratos, devemos ver algo especial em tudo o que é colocado em nossa mãos, seja emprego, a pessoas com a qual nos casamos, a célula que o Senhor confiou a nós, enfim, cada coisa que o Senhor confiou nos deu. Devemos nos lembrar que Deus é a fonte de todas as coisas boas que recebemos e que existe um princípio espiritual, quando há gratidão, há multiplicação e há prosperidade em todas as coisas.

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"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5:16).

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Pastor Izaias dos Santos

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