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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fazendo o casamento durar: qual o segredo?


Resposta: O Apóstolo Paulo diz que a esposa está “sujeita” a seu marido enquanto ele viver. “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido” (Romanos 7:2). O princípio que podemos perceber aqui é de que alguém tem que morrer antes que o casamento acabe. Este é a visão de Deus, e freqüentemente não se relaciona com a realidade do casamento nos dias de hoje. Em nossa sociedade moderna, o casamento termina em divórcio mais de 51% das vezes. Isto significa que mais da metade dos casais que fazem os votos de que “até que a morte os separe” não chegam a tal ponto.

Então, a pergunta se torna: o que pode o casal fazer que garanta que seu casamento será “até que a morte os separe”? A primeira e mais importante questão é a da obediência a Deus e Sua Palavra. Este é um princípio que deveria ser enfatizado na vida antes do casamento e enquanto o homem e a mulher ainda estão solteiros. Deus diz: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). Para o crente nascido de novo, isto significa jamais começar um relacionamento sério com alguém que também não seja crente. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (II Coríntios 6:14). Se este único princípio fosse seguido, pouparia-se muita dor de cabeça e sofrimento mais tarde no casamento.
Outro princípio que protegerá a longevidade do casamento é o de que o esposo deve obedecer a Deus e amar, honrar e proteger sua esposa como faria com seu próprio corpo (Efésiso 5:25-31). O outro lado da moeda é que a esposa deve obedecer a Deus e se submeter a seu próprio marido “como ao SENHOR” (Efésios 5:22). O casamento entre um homem e uma mulher é uma ilustração espiritual do relacionamento entre Cristo e a igreja. Cristo deu a Si mesmo pela igreja e Ele a ama, honra e protege como Sua “noiva” (Apocalipse 19:7-9).

Quando Deus trouxe Eva a Adão no primeiro casamento, ela foi feita de sua “carne e ossos” (Gênesis 2:31) e se tornaram “uma só carne” (Gênesis 2:23-24). Este é um conceito que foi perdido em nossa sociedade moderna. Tornar-se uma só carne significa mais do que apenas uma união física. Significa um encontro de mente e alma para formar uma unidade. O relacionamento vai muito além de atração sensual ou emocional e entra na esfera da “unidade” espiritual, que somente pode ser encontrada quando os dois se rendem a Deus e a si mesmos. Este é um relacionamento que não é feito de “eu ou meu”, mas de “nós e nosso”. Este é um dos segredos em se ter um casamento duradouro. Fazer que um casamento dure até que a morte leve um ou outro e os separe é algo que os dois devem priorizar. Solidificar o relacionamento vertical com Deus faz muita diferença em garantir que o relacionamento horizontal entre marido e esposa seja duradouro e que também glorifique ao SENHOR.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Valores importantes para a Criação dos filhos!

Priscila Leal(Secretaria da Diretoria IPDA)            
             
    Instrução aos filhos
     No Antigo Testamento Deus confiou na determinação de homens fiéis para repassar suas instruções às gerações posteriores. Ele disse sobre Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo”(Gênesis 18:19). A confiança de Deus em Abraão não foi baseada na experiência desse homem como pai. Deus sabia que Abraão era fiel ao Senhor e que faria o melhor possível como pai.
     Nas últimas semanas da vida de Moisés, ele disse aos israelitas: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”(Deuteronômio 6:6-7).
     Asafe, um dos salmistas de Israel, escreveu: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Salmo 78:3-4).
     O livro de Provérbios contém muito ensinamento prático dos pais para os filhos. Consideremos alguns versículos que frisam a importância de dar e receber esta orientação:“Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento” (4:1);“Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos”(4:20); Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe”(6:20); “O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe” (10:1);O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão” (13:1);“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velha, não se desviará dele” (22:6).
     O Novo Testamento, também, fala da importância da instrução pelos pais. Paulo comentou sobre a fé que Timóteo aprendeu de sua mãe e de sua avó (2 Timóteo 1:5). O mesmo apóstolo escreveu:“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). O autor de Hebreus comentou sobre a importância da disciplina na instrução dos filhos (Hebreus 12:4-11). A Bíblia toda enfatiza a importância da educação dada pelos pais aos filhos.
     Quando a Palavra de Deus diz “pais”, isto significa os dois, marido e mulher; abrange, também, na língua grega, os avós, indicando que a influência que moldará os nossos filhos é larga.
     Mas a Palavra do Senhor responsabiliza, diretamente, que a tarefa de educar os filhos pertence aos pais.
     A Disciplina dos filhos
     Provérbios 13:24 O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”.
     Os pais devem corrigir os seus filhos, orientá-los, discipliná-los e guiá-los. Muitos pais acham bonito quando a criança vai à casa de alguém e assiste  TV, ou começa assistir a filmes de violência, a programas mundanos; logo, a criança vai crescendo com essas informações que ela capta na mente e, mais tarde, sofrerá as consequências desse mal ensinamento que absorveu. 
     A tevê tem contribuído na degradação do gênero humano. Uma criança testemunhará mais de 200 mil atos de violência na televisão, incluindo 16 mil assassinatos, antes que atinja os 18 anos de idade. Os programas de TV, para crianças, contêm cerca de 26 ações violentas a cada hora. Em média, durante o horário nobre, há cinco atos violentos. O Estudo Nacional sobre Violência na Televisão fez um perfil dos programas de televisão numa ampla gama de canais, e concluiu: 57% de todos os programas e 66% dos infantis continham violência.
     A nossa casa deve estar limpa diante de Deus. Os nossos filhos deverão viver à luz da Palavra de Deus e ver o exemplo de pais cristãos que adoram a Deus em Espírito e em Verdade! A Bíblia diz: “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra for pura e reta” (Pv 20.11).
     As crianças que não recebem disciplinas, tendem a crescerem rebeldes, não respeitando as autoridades e, obviamente, não estarão dispostas a obedecer e seguir a Deus.  
     Deus usa a disciplina para nos corrigir e conduzir-nos ao caminho certo e, também, encorajar o arrependimento por nosso atos. Salmos 94:12: “Bem-aventurado é o homem a quem tu castigas, ó SENHOR, e a quem ensinas a tua lei”.  Entre outros: Provérbios 1:7, 6:23, 12:1, 13:1, 15:5; Isaías 38:16; Hebreus 12:9. A disciplina de Deus é feita com amor, assim como deve ser a disciplina entre os pais e o filho.
Os pais devem ensinar os filhos desde cedo a organizar sua vida, por exemplo; organizar seu tempo, organizar seu quarto, seu guarda-roupa, sua casa, ter um tempo de lazer, ensinar a criança a ter um tempo para Deus, para ler a Bíblia, para orar. “Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno” (Provérbios 23:13,14).
     A importância do Amar!
      É necessário observar que muitas vezes os pais não demonstram o amor como devem ser, às vezes, têm a convicção de que esta necessidade está sendo suprida. Os pais, realmente, amam seus filhos, mas o problema está em transmitir esse afeto de amor de coração para coração. Muitos expressam o amor verbalmente, ao se comunicarem. Eles creem que simplesmente dizer “eu amo você” aos filhos resolve o problema. A expressão verbal do afeto é, sem dúvida, muito importante; porém, insuficiente. Os filhos são seres comportamentais. Temos de falar a língua deles. Ao chegar em casa, os pegarmos no colo, os abraçarmos com força e lhe darmos um presente, participar das atividades escolares, fazer um desenho, brincar. Essas atitudes poderão comunicar a ele, a mensagem: “Eu amo você”.
     Os exemplos bíblicos de pais que criaram os filhos no caminho de Deus

     Ana – orou a Deus para poder ter filhos. Penina (outra mulher de seu esposo Elcana) zombava dela porque não podia ter filhos, pois, naquela época, não conceber, se considerava maldição. Com efeito, Ana se derrama na presença de Deus (1Sm 1. 10-15), faz um voto com Deus (1Sm 1.11) e o Senhor a ouviu, concedendo-lhe um filho. A este chamou “Samuel” – o qual foi entregue para servir ao Criador no templo (1Sm 1.24-28). Samuel exerceu um tríplice ofício em Israel: sacerdote, juiz e profeta! E nunca uma palavra de Samuel caiu por terra. (1Sm 3.19). Fazendo das doze tribos solidárias, uma nação forte e unida! Por quê? Sua mãe o entregou ao serviço de Deus!
     Lóide – avó de Timóteo; uma judia piedosa, descrita por Paulo, o qual elogia sua fé. Entende-se, pelas Escrituras, que criara Eunice (sua filha) nos trilhos do Senhor Jesus. Tal exemplo teve repercussão na vida de Timóteo, seu neto. 
     Eunice - Eunice era uma judia casada com um homem grego, não cristão (At 16.1,2). Mesmo tendo um marido incrédulo, ela procurou obedecer à Palavra de Deus que dizia:"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Ela, juntamente, com sua mãe Lóide, procurou falar de Jesus a seu filho Timóteo. A sua lealdade ao evangelho foi herdada de sua mãe e passada a seu filho que, assim como elas, tinha uma fé não fingida. Não obstante, ensinava a Lei de Deus a Timóteo desde a meninice dele. Na verdade, citava trechos alusivos à obra redentora de Cristo, aos testemunhos edificantes dos primeiros passos da Igreja Cristã... Isso fortaleceu a Timóteo, garantindo-lhe a salvação (2Tm 3.15). Obedecia ao mandamento do Senhor, descrito em Deuteronômio 6.7: “E intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando e levantando-se”. Isso surtiu efeito, visto que se tornou ajudante e companheiro do apóstolo Paulo; entretanto, tal obra se sucedeu, pela educação justa e piedosa de sua mãe.

     Na história contemporânea...

     Susana Wesley – mãe do grande avivalista, pregador do movimento da santidade – John Wesley (Inglaterra) – que acreditava que “aquele que poupa a vara, aborrece a seu filho” (Pv 13.24) e não consistia que seus filhos chorassem em voz alta. Susana marcava o quinto aniversário de cada filho como o dia em que deviam aprender o alfabeto. O dia seguinte, a criança que completava cinco anos e aprendia o alfabeto, começava o estudo da leitura, iniciando-o com o primeiro versículo da Bíblia. Ela separava uma hora por dia, para cada filho, a fim de ensiná-los a obra de Cristo. Em suma, eis os frutos: John Wesley pregava cerca de 780 vezes por ano, isso a cada ano durante 54 anos de seu ministério! Esse homem de físico franzino, ao completar 88 anos, escreveu: “Durante mais de 86 anos não experimentei qualquer debilidade de velhice; os olhos nunca escureceram, nem perdi o meu vigor”. Com a idade de 70 anos, pregou a um auditório de 30 mil pessoas, ao ar livre, e foi ouvido por todos. Aos 86 anos fez uma viagem à Irlanda, na qual, além de pregar seis vezes ao ar livre, pregou 100 vezes em sessenta cidades.
     Bibliografia
     Bíblia On-line. Disponível em: <www.bibliaonline.com.br>. Acesso em 27 de julho de 2011.
BOYER, Orlando Spancer. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
CAMPBELL, Ross. Como realmente amar seu filho adolescente. São Paulo: Mundo Cristão. 
RAY, Bruce A. Não Deixe de Corrigir Seus Filhos. Editora Fiel.


Livro: Como realmente amar seu filho rebelde
Autores: Ross Campbell
Editora: Mundo Cristão

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Importância do Brincar para a Criança em uma Perspectiva Cristã


Sara Guimarães(Redação IPDA)            
“E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão”
(Zacarias 8:5). 


“Brincando conquistamos a simplicidade do aprender, do agir e do ser!”
(Andréa Soares Delfin)
             
     Introdução

     Este artigo ressalta a importância do brincar, em uma perspectiva cristã, para o pleno desenvolvimento das crianças em todas as esferas e, também, para a elevação da autoestima  das que apresentam sintomas e/ou comportamentos que denotam sentimentos de inferioridade.
     Afinal, frustração, baixa autoestima, descontentamento, fadiga, desatenção podem ser algumas das palavras que protagonizam o léxico de seu filho ainda criança; e você, por vezes, não consegue chegar à real compreensão de que um fator necessário para a criança está sendo desconsiderado e/ou negligenciado por você.
     Portanto, fica a pergunta para a sua reflexão: “Você está cuidando de todos os detalhes que a educação de uma criança necessita?” 
     A reflexão apresentada aqui teve como fonte, uma comparação metafórica com o Milênio – última fase pertencente ao estudo bíblico das Dispensações Cristãs - e destaca a responsabilidade dos pais em resgatar o brincar, visando o estado shalom (palavra oriunda da língua hebraica, que significa “paz”) de todas as crianças.

O Milênio e o Brincar: estado shalom das crianças
 
     LaHaye (2004) define com propriedade o estudo bíblico das dispensações:

     O dispensacionalismo vê o mundo e a história como uma casa dirigida por Deus. Neste mundo-lar, com a passagem do tempo, Deus está conduzindo ou administrando os negócios de acordo com Sua vontade e em várias fases de revelação. Essas várias fases, conhecidas como dispensações, podem ser vistas como economias visivelmente diferentes na realização do plano de Deus para as eras. (p. 78)
     Por este estudo bíblico, a primeira fase foi a da “Inocência” (Gênesis 1.28-3.6), clima edênico, onde tudo era perfeito. A segunda, “Consciência” (Gênesis 3.7-8,14), se relaciona ao tempo entre a Queda e o dilúvio. Em terceiro, temos o “Governo Humano” (Gênesis 8.15-11.9), quando depois do dilúvio, Deus disse que não julgaria diretamente o homem até a segunda vinda, estabelecendo uma agência humana conhecida como governo civil. Após, em quarto lugar, temos a “Promessa” (Gênesis 11.10 – Êxodo 18.27), período determinado pelo chamado de Abraão e pela promessa feita a ele e aos seus descendentes, físicos e espirituais. A quinta é a “Lei/Israel” (Êxodo 19 – João 14.30), período em que a lei – temporária até se cumprir em Cristo - estipulava aos israelitas como eles, como povo redimido, deviam viver. A seguir, temos a sexta, “Graça/Igreja” que, segundo a interpretação do tempo kairós pelo tempo hkronos, refere-se ao tempo atual, onde a graça substitui a lei. E, por último, temos a sétima dispensação, pertencente ao porvir: “Reino”; nesta, haverá um reino milenar do Messias em Jerusalém, as promessas que Deus fez a Israel como nação serão cumpridas e, pelo fato de Israel estar em sua glória, os outros povos também colherão grandes bênçãos.
     Diante dessa breve explanação, queremos destacar: 1) A Inocência, primeira dispensação, foi rompida por causa da Queda do homem. Devido a isso, a humanidade começou a passar por fases de profunda aflição em todas as fases a seguir. Nesta perspectiva, sabendo que tudo é imperfeito devido à decadência, o Homem sofre com as consequências negativas – no meandro imperfeito - e passa a vida inteira lutando para vencê-las. 2) Mas na última dispensação, temos o Reino Milenar, quando Jesus Cristo será o foco de toda a criação, reinando fisicamente sobre o mundo inteiro: os escritos bíblicos apresentam este como tempo maravilhoso em que a justiça e a paz prevalecerão. 
     O que chama a atenção é que a atividade escolhida para representar o estado shalom(paz e bem-estar) das crianças nesta época de paz foi o brincar! Veja:E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão” (Zacarias 8:5). 
     Logo, percebemos que, além do brincar ter um significado bíblico muito especial no que tange ao bem-estar das crianças, ele se constitui em uma atividade atemporal; pois de acordo com Vaux (2004), nas instituições de Israel no Antigo Testamento, o  pequeno israelita passava a maior parte de seu tempo brincando nas ruas ou nas praças com os meninos e meninas de sua idade.
     E é interessante que, quando é demonstrada a desolação de Jerusalém em Jeremias 9, lemos no versículo 21, a declaração do término da presença de crianças e jovens nas ruas e praças: Porque a morte subiu pelas nossas janelas, e entrou em nossos palácios, para exterminar as crianças das ruas e os jovens das praças”.
     Delfin (2010) lembra de textos bíblicos nos quais Jesus faz referência às brincadeiras infantis: no livro de Jó, capítulo 41, vemos as crianças brincando como se fossem passarinhos; e nas ruas e praças, em Mateus 11.16,17. Gower (2002) cita Lucas 7.32: “São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes”.
     E este autor interpreta este versículo como as crianças brincando de casamento e funerais na praça do mercado, algo que faz parte da brincadeira de faz-de-conta, importante para a realização dos desejos e projeção, como veremos adiante.
     No livro de Isaías 65.23, lemos que neste tempo: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles” (Isaías 65.23 – grifo nosso). 
     Segundo o Grande Dicionário Sacconi (2010), um dos significados para “perturbação” é “desordem”, a qual seria uma variante de “transtorno”: fica nítido, portanto, que as dificuldades que as crianças enfrentam no mundo, independentemente do termo “taxativo”, estão incluídas no contexto deste versículo. E como vimos que o brincar representa a bênção do Senhor sobre as crianças no Milênio, a sua prática pode “amenizá-las”, pois é necessária e produtiva.

A Importância do Brincar no Mundo Atual 

     Mas não é porque no futuro tudo será perfeito e no presente, não, que as crianças que vivem em meio às fases que sucedem a “Inocência” e antecedem o “Milênio”, não podem ter a oportunidade de desfrutar, por meio do brincar, do estado shalom! Claro que isso não significa que serão crianças sem nenhuma dificuldade, nenhum problema. Mas estamos no mundo e, mesmo aqui, Jesus nos quer ver sadios e felizes! (…) feliz serás, e te irá bem”(Salmo 128.2b). 

     Oferecer brinquedos e oportunizar brincadeiras para os seus filhos colaboram para:

     a. O exercício da representação, da brincadeira do “faz-de-conta” como realização dos desejos 
     Diante de um fracasso e, consequentemente, a criança com a autoestima comprometida, a brincadeira trará à tona uma oportunidade para o desenvolvimento do faz-de-conta; a fim de que, além de tentar resolver problemas do presente, a criança poder projetar um futuro positivo.
     E, quando adulta, ter essa capacidade de imaginação bem desenvolvida para conseguir resolver problemas! Além disso, a criança, com a brincadeira do “faz-de-conta” terá melhor capacidade para “elaborar” seus sentimentos diante de situações difíceis como o luto, a perda em geral. Embora possa soar estranho, essa fase faz parte do contexto infantil e de maneira alguma pode ser menosprezada. Brincando, a criança lida com diversas situações, mesmo que imaginadas.
     A obra de Deus carece de homens e mulheres tementes a Deus, mas que também sejam maduros emocional e psicologicamente a fim de ter maior facilidade na missão de superar fracassos. E esse exercício pode começar na infância!

     b. Desenvolvimento Intelectual  
     A criança, ao contrário do adulto, não consegue entender conceitos abstratos. Sendo assim, por meio dos brinquedos, do concreto, a intelectualidade da criança é, gradativamente, desenvolvida. É plausível que os servos de Deus possuam maturidade intelectual.

     c. Estimular as habilidades, a curiosidade, autoconfiança e a autonomia 
     Brincando, a criança terá a curiosidade aguçada e, experimentando diversos tipos de brinquedos, suas habilidades vão sendo estimuladas e, quem sabe, a sua profissão futura já será trabalhada ali! Por exemplo: se seu filho está brincando com lousa, giz e livros, pode desenvolver a habilidade para ser professor! E, ainda, imagine a criança brincando de ser um pregador da Palavra de Deus! Com certeza, tais momentos ficarão gravados em seu coração.
     Quando ele estiver todo sujo de tinta, não iniba a sua ação, repreendendo-o e argumentando que ele precisa ficar “limpo” em todo o tempo, pois ele necessita “conhecer o mundo”, a fim de que, sejam desenvolvidas nele a autonomia e, também, a autoconfiança.Enfim, é a construção do conhecimento! Considere que um adulto inseguro pode ter tido uma infância na qual esses importantes fatores não foram desenvolvidos de maneira eficaz!

    
 d. Ajudar a desenvolver o pensamento, a concentração e a atenção 
     Há crianças que são “rotuladas” de “desatentas” e/ou “hiperativas” e aí se inicia uma longa discussão acerca dos sintomas, assim como de suas origens. Não discordamos que haja, em alguns casos, fatores neurológicos que interfiram nesse processo, confirmados por um diagnóstico médico. Contudo, desejamos destacar que, muitas vezes, “rotular” as crianças é aparentemente mais fácil do que assumirmos nossa responsabilidade de prover suas necessidades, como a do brincar, do lazer, dos momentos compartilhados. Aí gera-se um “círculo vicioso” de generalização, sendo que uma criança hiperativa (excessivamente ativa) e hipoatenta (menos atenta do que o normal) pode precisar simplesmente que a ajudemos a poder brincar, a fim de conseguirmos “modelar” esse comportamento, estabelecendo limites, regras; estimulando, incentivando nas brincadeiras.
     Reflita:
     * Muitos pais, para se verem “livres” de conceder atenção aos seus filhos, simplesmente os colocam em frente a uma tela de TV para que eles assistam a todo e qualquer tipo de programa, incluindo os famosos desenhos animados tão distantes dos preceitos divinos/bíblicos. Não obstante, temos os videogames, mormente utilizados, propagando, na maioria das vezes, a violência desenfreada, a sensualidade, o egoísmo, o vício compulsivo."Instrui ao menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22.6).
     Nunca se esqueça de que a semente que você plantar no coração de seu filho, concederá frutos futuramente! "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudoo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6.7).    

     
Como uma criança que vive sobre um sofá, com o seu cérebro somente “acumulando” imagens e ações até mesmo de caráter não cristão, poderá ter o seu pensar plenamente desenvolvido?
     * Se seu relacionamento com o seu cônjuge não é dos melhores, vocês vivem em discussão. Você já parou para pensar que a causa para a desatenção do seu filho, principalmente na escola, pode ser essa desavença no seu lar? Geralmente, as crianças são muito “próximas” aos seus pais. E, se ela está vivenciando um momento de confusão entre eles, é próprio de sua natureza, ficar pensando nisso o tempo todo e não conseguir internalizar os conteúdos escolares!
     O que é necessário você fazer? Pedir forças ao Deus Altíssimo e promover situações de interação no seu lar! Brincar com o seu filho! Sim, isso mesmo, porque brincando, você consegue “alcançar o seu mundo”, compartilhando momentos restauradores com ele! Em vez de deixá-lo à mercê da TV, videogames e afins, sente-se com ele e brinque! E orando, intercedendo por seu cônjuge, você conseguirá a sua participação nas brincadeiras do lar, também!  Utilize brincadeiras que contemplam histórias bíblicas etc.                                            
     Lembre-se sempre: Jesus não deseja ver crianças “passivas” diante de brincadeiras “passivas” que contribuirão para que futuramente sejam adultos “passivos” e, consequentemente, servos de Deus “passivos”! Jesus deseja crianças desfrutando de Sua natureza ativamente, descobrindo os Seus mistérios para que cresçam e sempre testemunhem as obras de Deus! É visível que Ele deseja as crianças perto dEle: “Mas Jesus, chamando-os para si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus” (Lucas 18.16).
     Além disso, elas estarão compartilhando desses lindos momentos com os seus amiguinhos, desenvolvendo o viver em sociedade e, principalmente, confirmando o que as Sagradas Escrituras afirmam: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" (Salmos 133.1). Afinal, no Milênio, vimos que elas estarão brincando nas praças e não sentadas, sem nenhuma ação!


     e. Proporcionar o desenvolvimento da linguagem
     Segundo Limongi (2001), à medida que a criança vai avançando nos estágios de desenvolvimento do pensamento, utilizará palavras com diferentes nomenclaturas e funções sintáticas na língua em situações simples, tais como: na escolha de um brinquedo, quando solicitamos que a criança explique uma brincadeira a ser realizada ou que relate um fato acontecido.
     Logo, os pais estimulando o brincar, concederá oportunidades para que a criança, de maneira gratificante, esteja imersa no mundo da linguagem, exercitando-a e, por conseguinte, proporcionando o desenvolvimento neste âmbito. E, com esse desenvolvimento eficiente da linguagem, o seu filho estará mais apto a ler e compreender as Escrituras Sagradas.

     f. A Simplicidade do Aprender  
     Para Fernández (1991), a aprendizagem é um processo cuja matriz é vincular e lúdica.Portanto, quando você está brincando com o seu filho e/ou proporcionando situações de brincadeira para ele, está contribuindo para o seu aprendizado em diversas áreas! Você já parou para pensar no privilégio de ser um “pai professor”, uma “mãe professora”, e ainda de um modo que deixe o seu filho contente com a sua presença?
     É preciso que estejamos sempre em alerta pois, com a correria do cotidiano, tendemos a ficar desapercebidos com os detalhes mais agradáveis e confortantes que o Deus Vivo e Eterno, com a Sua misericórdia e graça, nos proporciona!
Conclusão 

     De acordo com Delfin (2010) quanto à linha de tempo do brincar:

     Séculos se passaram… o contexto social mudou, pesquisas avançaram e descobertas do brincar se evidenciaram, descortinando a importância do brincar, porém mesmo com todo o apoio de pesquisas referentes ao brinquedo, brincadeiras, a criança ainda possui o seu brincar restrito ou talvez sem a sua devida importância. (p. 275). 

     Sendo assim, podemos concluir, então, que, além de colaborar no desenvolvimento da criança e no processo de elevação de sua autoestima, a sua atitude de brincar com o seu filho atua como um resgate do brincar, o qual é idealizado e aprovado pelo Criador; mas despercebido pelo Homem no decorrer do tempo. Todavia, continua em Seus projetos, considerando que será o símbolo do bem-estar das crianças no porvir!
     Como o brincar colabora para vários benefícios na vida do seu filho, culminando em benefícios espirituais, considere uma grande responsabilidade sua (não só emocional, psicológica e física, mas também, espiritual) a sua atitude de cultivar o brincar em seu contexto familiar! 
     No brincar, as atitudes negativas e comportamentos de seu filho tornar-se-ão num livro de prosas e poesias contendo sorriso, alegria, satisfação… E, especialmente, proporcionando o estado shalom preparado e concedido por DEUS!


Bibliografia
A Bíblia Online. http://www.bibliaonline.com.br/. Acesso em: 10/03/2011.
A Importância do Brincar. http://resgatandoobrincar.blogspot.com/. Acesso em: 10/03/2011.
DELFIN, Andréa Soares. Brinquedos e brincadeiras na formação humanista das crianças. In: LAUAND, Jean (org.). Anais do X Seminário Internacional: Filosofia e Educação – Antropologia e Educação – Ideias, ideais e história. Vários autores. São Paulo: Factash Editora, 2010.
FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada. Trad. Iara Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1991.
GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. São Paulo: CPAD.
KISHIMOTO, Kishimoto, Tizuko M. (org). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2010.
LAHAYE, Tim; ICE, Thomas. O Final dos Tempos – Glorioso Retorno. São Paulo: Press Abba, 2004.
OLIVEIRA, Vera Barros e BOSSA, Nádia A. orgs. Avaliação Psicopedagógica da criança de zero a seis anos. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
SACCONI, Luiz Antonio. Grande Dicionário Sacconi da língua portuguesa: comentado crítico e enciclopédico. São Paulo: Nova Geração, 2010.
VAUX, Roland de. Instituições de Israel no Antigo Testamento. Trad. Daniel de Oliveira. São Paulo: Vida Nova, 2004.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

As Consequências do Aborto


Gessé de Oliveira Ávila
(Psicólogo - Membro da IPDA)                         
    Muitas mulheres são surpreendidas durante a vida por um aborto. Os motivos podem ser vários, sérios, racionais. O fato, porém, é que a maior parte delas acabam se sentido culpadas para sempre. O instinto materno nasce com a grande maioria das mulheres. Por mais que acreditem ter motivos racionais para cometerem um aborto, como a continuidade do sucesso profissional ou o medo de perder o apoio familiar, essa decisão pode trazer consequências negativas em termos emocionais e comportamentais. Uma vez que o aborto costuma deixar marcas muito mais na alma do que no corpo. A racionalidade dos motivos não anula a força da tristeza e, principalmente, da culpa. Esta- a culpa- é a principal consequência do aborto, ao lado do medo de, em uma gravidez futura, não ter um filho normal. Não é comum que a mulher que fez aborto tenha problemas sexuais por causa disto.
     Existem casos de mulheres que cometeram o aborto e se martiriza pelo arrependimento do ato anos mais tarde. É claro que o arrependimento pode acontecer com uma ou outra mulher, mas não é o mais comum. O que acontece mais frequentemente é o lamento. A mulher lamenta ter tido que fazer tal coisa, sente-se culpada e triste quando toca no assunto, mas muitas entendem que não poderiam ter feito diferente "na ocasião". O arrependimento é um sentimento pouco prático. Ele não resolve nada, serve somente para se torturar.
    Se o aborto é por motivo de doença do feto, alivia um pouco a culpa. Mas só um pouco. A culpa e a tristeza continuam lá porque o aborto não implica apenas em coisas racionais. Sentimentos muito primitivos estão em jogo.
    E, no caso de aborto por doença, entra em cena a escolha, coisa que não é menos angustiante. Vale ressaltar que dar à luz em outro momento da vida não pode "curar" a dor do arrependimento pelo aborto cometido, entretanto às vezes é o contrário. A nova gravidez só reaviva o sentimento em relação ao aborto. A mulher pode pensar: agora seriam dois e não um. Esta é uma característica da vida afetiva humana. Os objetos amorosos não são substituíveis. O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que, automaticamente, induz uma sensação de culpa.
    Quando uma mulher aceita submeter-se a um aborto, ela concorda em assistir à execução de seu próprio filho. Esta amarga realidade que ela tem que encarar, é exatamente o oposto do que a família e a sociedade esperam da mulher: que seja paciente, amorosa e maternal. Isso também vai contra a realidade biológica da mulher, que é preparada especialmente para gerar e cuidar de seu filho ainda não nascido. Assumir o papel de “matadora”, particularmente de seu próprio filho, sobre o qual ela própria reconhece a responsabilidade de proteger, é extremamente doloroso e difícil. Os terapeutas têm observado pavores irracionais e depressões ligadas às experiências abortivas, conjunto de sintomas a que chamam “síndrome pós-aborto” (SPA).
    A terapeuta americana, Dra. Terry Selby, defende que o aborto é, antes de tudo, um procedimento físico, mas que produz um choque no sistema nervoso e provoca um impacto na personalidade da mulher. Além deste problema psicológico, cada mulher que se submeteu a um aborto terá de encarar a morte de seu filho, que não nasceu, como uma realidade social, emocional, intelectual e espiritual. Quanto maior a negação, a rejeição, maior será a dificuldade para a mulher de enfrentar a realidade da experiência abortiva, mais graves serão as reações, e mais doloroso será o tratamento. Nenhuma criatura é tão amada nesta terra como o bebê por parte de sua mãe; e nenhuma criatura depende tanto da outra, como um bebê depende da mãe.
    É a relação humana mais intensa que a humanidade conhece. A mãe está pronta até a dar a vida por ele. Aliás, até com os animais ocorre assim. Se formos brincar com os pintainhos de uma galinha, ela certamente vai defendê-los, avançando contra nós. Nem a cobra mata os seus filhotes… É lógico, portanto, que o aborto é uma grande violência para mãe, e também para o bebê. O instinto materno é um dos mais fortes na mulher; por isso, ela jamais calará a voz da sua consciência diante da prática do aborto. Ela sabe que matou o próprio filho e sabe que Deus também sabe. Muitas mulheres que abortaram deram o testemunho de que só encontraram a paz depois que se converteram e receberam o perdão de Deus.
    Medo, ansiedade, dor e culpa são apenas alguns dos sentimentos que muitas mulheres que já se submeteram à violenta prática do aborto referem ter com frequência. Em muitos casos torna-se necessário recorrer a tratamento psicológico e psiquiátrico para fazer face a estes sentimentos. E esta realidade está documentada em inúmeros artigos científicos. Um estudo retrospectivo com 5 anos de duração realizado em duas províncias canadianas expôs uma utilização de serviços médicos e psiquiátricos significativamente mais elevados por parte de mulheres que já tinham sido sujeitas ao aborto. Ainda mais significativo foi o fato de 25% das mulheres sujeitas ao aborto frequentarem consultas de psiquiatria, comparadas com 3% das mulheres do grupo de controle.
    Os investigadores que estudam as reações pós-aborto nas mulheres referem apenas um sentimento positivo: alívio. Este sentimento é compreensível uma vez que uma grande percentagem de mulheres referem estar sob grande pressão para realizar o aborto. Este sentimento momentâneo de alívio é frequentemente seguido por um período que os psiquiatras designam de “paralisia” ou “dormência” pós-aborto. Um estudo realizado em 1980 em pacientes submetidas a aborto mostrou que, durante a primeira semana após o aborto, entre 40 a 60% das mulheres questionadas referiram reações negativas. Dentro de um prazo de 8 semanas após o aborto, 55% expressou culpa, 44% queixaram-se de distúrbios nervosas, 36% de distúrbios no sono, 31% tinha remorsos em relação à decisão de abortar e 11% tinha sido prescrita com medicamentos psicotrópicos pelo médico de família.
   Com especial risco de vir a sofrer problemas do foro psiquiátrico estão as adolescentes, mulheres separadas ou divorciadas, e mulheres com um histórico de mais de um aborto. Como muitas mulheres acabam por utilizar a repressão como meio de lidar com o que sentem, à procura de ajuda psiquiátrica pode ocorrer muito depois de o aborto ter sido realizado. Estes sentimentos reprimidos, no entanto, podem induzir doenças psicossomáticas, psicológicas ou psiquiátricas noutras áreas da sua vida.
   Uma sondagem realizada a 260 mulheres, muitas das quais procuravam informação sobre aconselhamento pós-aborto e que já se tinham submetido a pelo menos um aborto enquanto adolescentes, mostrou que de uma forma geral estas mencionaram ter:
   “Flashbacks” relativos ao momento do aborto, crises de histeria, sentimento de culpa, medo do castigo de Deus, receio pelas suas próprias crianças,  agravamento de sentimentos negativos no aniversário da data do aborto ou quando exposta a propaganda a favor da liberdade de escolha (do aborto), interesse excessivo em mulheres grávidas e em bebês, visões ou sonhos com a criança abortada e consciência de terem falado com a criança abortada antes do aborto.
Mulheres que tinham um histórico de mais de um aborto induzido referiram com mais frequência:
   Um período de forte alívio após o aborto, uma história de abuso sexual enquanto criança, ódio aos homens que as engravidaram, ter terminado o relacionamento com o seu parceiro após o aborto, dificuldade em manter e desenvolver relacionamentos pessoais, ter adotado um comportamento promíscuo, ter-se tornado autodestrutiva, começar ou aumentar a utilização de drogas depois do aborto, sentimentos de ansiedade, medo de Deus, medo de outra gravidez, medo de ter de recorrer a outro aborto, efeitos emocionais tão severos impeditivos de qualquer atividade em casa, no trabalho ou de qualquer relacionamento pessoal e ter experimentado um esgotamento nervoso algum tempo após o aborto induzido.
Diante disso, é necessário conciliar aconselhamento pastoral ao acompanhamento terapêutico, se necessário psiquiátrico, para melhores resultados. Sabe-se dos numerosos motivos que poderiam ter influído sobre a decisão e não há de se duvidar que em muitos casos se tratou de uma decisão difícil, talvez traumática. Provavelmente a ferida no espírito de quem cometeu ainda pode não está sarada. O que não pode ocorrer é cair no desânimo, nem perder a esperança: Agora, pois, SENHOR, que espero eu? A minha esperança está em ti”; Salmos 39.7. O que se deve fazer é não mais fazê-lo e pedir o perdão e a misericórdia do Senhor Deus, o dono da vida, com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera para oferecer o seu perdão e a sua paz em cada coração de quem buscá-Lo: “Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão, Daniel 9.9. Que Deus abençoe a todos!
         Créditos: Aborto na Aldeia, M. D. Mateus, Alfredo Simonetti Psiquiatra e Psicólogo e Dra. Terry Selby
1. Report of the Committee on the Operation of the Abortion Law (1977). Ottawa: Supply and Services, pp.313-321.
2. Ashton, J.R. (1980). The Psychosocial Outcome of Induced-Abortion. British Journal of Obstetrics and Gynaecology 87(12):1115-1122.
3. Reardon, D. (1994). Psychological Reactions Reported After Abortion. The Post-Abortion Review 2(3):4-8.

domingo, 24 de julho de 2011

COMO AJUDAR UM FAMILIAR DEPRESSIVO


Simone Jorge Rocha Nunes
(Psicóloga Clínica e Social - Membro da IPDA)                         
     Existem pessoas que ao enfrentarem as dificuldades e os reveses da vida, passam a apresentar alterações no humor: choram facilmente, pensam sempre que tudo dará errado, mostram indisposição, isolam-se; a vida passa ser um martírio e veem seus dias com grande angústia e marasmo.
     Indivíduos deprimidos por experimentarem um estado de prostração e baixa autoestima, perdem a confiança de que um tratamento possa ajudar seu quadro, se recusam a ouvir uma orientação familiar ou profissional.
     E, normalmente, os sintomas depressivos, não só atingem a pessoa envolvida, como pode atingir também o seu grupo familiar, o que desencadeia uma desestruturação em seu entorno. Familiares afetados, muitas vezes, se sentem frustrados, culpados e incapazes de auxiliarem a pessoa doente gerando um ciclo vicioso da depressão.
     Por isso, é comum vermos pessoas em processo depressivo que ficam totalmente desamparadas em um momento que mais requer a atenção de figuras de apoio, como do grupo familiar.
     Muitos criam um distanciamento da pessoa depressiva na tentativa de se livrarem da apatia que as cercam, o que reforça ainda mais a sensação de angústia.
     É de grande importância o fortalecimento dos laços familiares, a fim de propiciar segurança e meios de enfrentar uma doença que atinge o ser humano em diversas esferas de sua vida, como: física, emocional, espiritual e social.
     A Bíblia Sagrada mostra que Elias se viu em uma situação que acreditava não ter saída, e tamanha angústia o levou a desejar a morte (I Reis 19:4). Ele ficou fragilizado fisicamente, abalado emocionalmente, isolado socialmente e fracassado espiritualmente.
     Entrou em uma caverna... Na caverna, não há janelas abertas para ver novos horizontes, não há luz, não há entusiasmo. Quem entra em uma caverna fica isolado, e Elias em sua angústia e sentimento de fracasso, aprisionou-se em uma caverna.
     O Senhor providenciou alimento para Elias, providenciou amparo, deu-lhe palavras de ânimo e lhe mostrou que era importante a continuidade de seu ministério porque havia pessoas que precisavam dele... Notamos que Deus não o deixou só em um momento de grande solidão.
     A princípio, Elias não correspondeu ao que lhe era oferecido: “sair daquele problema”, porém a persistência do Senhor em continuar ao seu lado e os questionamentos: “O que fazes aqui, Elias?” resultou em melhoras e graduais mudanças até a saída completa daquela dor.
     Este é o exemplo nos dado por Deus - estar juntos na dor, no fracasso – nos permitir ser instrumentos para servir... Os anjos de Deus servem, foram eles quem serviram a Elias no momento de solidão.
     Podemos oferecer nossa atenção, nossa palavra, nossa oração... Quem está em um vazio existencial precisa de recobrar a esperança: a esperança de que conseguirá sair, de que aquela situação poderá passar sem destruí-lo, a esperança de que voltará a ver a luz e ser útil a Deus e à sociedade.
     Talvez seja a dor um bom momento para percebermos nossas forças e fraquezas e buscarmos maior união entre os membros de um corpo chamado família.
     A união pode aliviar e fazer com que sejam ultrapassadas grandes dificuldades de forma menos sofrida.
     Diante de quadros depressivos, busque ajuda profissional, ore e esteja presente, pois“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1).
     Vemos na Bíblia Sagrada, no Novo Testamento, as estratégias que o povo utilizava diante da dor e as formas de superação.
     Marta e Maria sofreram intensamente com a morte do irmão caçula, Lázaro, que era querido na comunidade, amigo de Jesus e amado por suas irmãs.
     Esta perda despertou grande angústia e sintomas depressivos em ambas, porém muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão (João 11:9). Eles se uniam para consolar, para chorar e enfrentar os problemas, este era o bálsamo que usavam para cicatrizar feridas.
     E quando Jesus chegou à aldeia, antes mesmo de ressuscitar Lázaro, desferiu palavras de consolo e amparo.
     Eis a grande lição bíblica: “Viver em união”. Porém, vivemos em um século que apregoa o individualismo. Diz o ditado popular: ”Cada um por si”.
     Este individualismo tem trazido sérias consequências à humanidade: não conseguimos aprender com as experiências do próximo, não se divide as dores nem mesmo entre os membros de uma mesma família e há uma constante sensação de se estar só em meio a multidão.
     As consequências deste “distanciamento social” são graves: vivemos a era dos grandes transtornos psiquiátricos e psíquicos... Multidões e multidões vivem deprimidas e isolados.
     Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:8).
     O ser humano é um ser social, dependente de Deus e do próximo... Deus viu que Adão não tinha estrutura para estar só socialmente e formou uma mulher que pudesse ser sua companheira e ajudadora.
     Então, como ajudar um ente querido ou um amigo a superar a depressão? O primeiro passo pode consistir em estar junto.
     A modernidade trouxe consigo cada vez mais a dependência de máquinas e tecnologias: 1. Fazemos transações bancárias sem precisarmos falar uma única palavra aos funcionários do banco, basta apertar teclas; 2. Tem-se um universo de amigos virtuais sem que venhamos saber como falam, do que gostam e quais seus verdadeiros nomes 3. As flores antes depositadas nos funerais agora são entregues on-line junto com o cartão de pêsames.
     A modernidade pode ter trazido muitos avanços, mas desaprendemos a viver juntos,em união, o que desencadeou o aumento desta patologia psíquica chamada depressão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Projeto IPDA Familia: Drogas, Como Orientar os Filhos



Equipe Redação IPDA                        
     É bastante espantoso saber que o uso do consumo de drogas tem aumentado e que sempre quando lemos jornais, revistas ou ouvimos noticiários, vemos que a maior parte dos crimes cometidos são influenciados por elas.
     São vários tipos de drogas que encontram-se presentes hoje em dia, tais como: cocaína, maconha, crack, merla, anfetaminas, etc., todas elas tem um único objetivo: a morte.
     Uma vez que o adolescente é o que mais consome as drogas para si, gastando tudo o que tem e até mesmo roubando seus pais, parentes, pessoas em toda parte, a fim de conseguirem comprá-las a qualquer custo; pois já está extremamente envolvido, cujo físico necessita de tal forma, fazendo com que sua personalidade mude bruscamente e severamente.
     Todavia, há diversos motivos e objetivos para o adolescente chegar a usá-las: problemas consigo mesmo, com pessoas em sua volta, familiares, pais, com a sociedade; enfim, ele acha que elas são a SOLUÇÃO; embora é notório que tal pensamento é vil, desprezível e mentiroso.
     Os pais, geralmente não estão preparados para tal situação: “Ver seu filho nas Drogas”. Assim, causa entre eles uma grande separação, pois seu filho já está envolvido nesse mundo sem razão e vida. Então, aqui é propício que eles fazem o possível e o impossível para tirarem seus filhos dessa árdua situação; uma delas é a confiança e a certeza que JESUS pode libertá-los; porém, é necessário além da ajuda espiritual, alguma que pode ter efeito como o diálogo, a motivação para arrancá-lo disso, palavras positivas. Lembrando-se de que hoje em dia tem até mesmo clínicas evangélicas que realizam tratamento médico e psiquiátrico, tendo em mente que em toda a ajuda desse gênero envolve a fé, a esperança, crendo que a Verdade que é Cristo pode libertar o homem de qualquer coisa: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará;” João 8.32.
     A orientação aos filhos acerca das drogas é fundamental, visto que os pais devem dar exemplos aos seus filhos, isto é, como um pai pode dizer ao seu filho que não pode usar drogas, pois faz mal, se ele bebe muito. Dialogar é sempre bem-vindo, pois a falta de amizade com o seu filho faz com que ele se sinta vazio, oco e sem carinho, além do mais há muitos filhos que acusam os pais por causa do seu consumo; é muito bom conversar, mostrando exemplos das causas terríveis que as drogas levam, oferecendo-se sempre como amigo nos momentos difíceis de sua vida, além de falar de Jesus, obviamente, lembrando das palavras que nos diz: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele;” Provérbios 22.6.
     Mostrar fotos das causas das drogas é uma forma de aprendizagem, pois mostrará abertamente a eles a importância da distância e em dizer “não” a essas substâncias prejudiciais à saúde e vida.
    É importantíssimo que os pais leiam, busquem informações sobre essa fatalidade usuais nos tempos de hoje, para que mostrem abertamente aos seus filhos que as drogas já se define pelo seu próprio nome. É claro que a busca do socorro acerca disso está totalmente em Cristo, mas em segundo passo, a necessidade do desenvolvimento da fala amigável e benévola com seus filhos é inevitável; porquanto eles precisam dos seus conselhos, sua ajuda e exemplos de pai, aliás, nessas horas, você faz a diferença! Não se esquecendo jamais de alertá-lo das más amizades, apontando o quanto que a vida com Cristo é bela, rica e florescente; mas para que ela fique sempre florida é necessário dizer NÃO, JAMAIS, NUNCA às drogas!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Projeto IPDA Familia:Compreendendo o filho adolescente

Equipe Redação IPDA

“Meu filho adolescente dá muito trabalho!”

“Por que adolescentes são tão rebeldes?”

“Meu filho não é um ‘adolescente’: é um ‘aborrecente”!

Talvez você já pronunciou ou, até mesmo, pensou o conteúdo das frases supracitadas. Afinal, elas são muito comuns, pois está impregnado um conceito na mente humana que ser adolescente é sinônimo de: rebeldia, revolta, desobediência, perversão, desordem, violência, desonra, preguiça e uma lista enorme de adjetivos taxativos de caráter extremamente negativo.

Será que é correto declararmos, de maneira generalizada, que lidar com adolescentes é terrível e que todos eles são rebeldes ao extremo? É impossível conviver de maneira saudável com eles?

Em primeiro lugar, vamos compreender o que significa o termo “adolescência”, o que é ser “adolescente”. Quando uma pessoa está “adolescendo” significa que ela se encontra em uma fase que antecede o vir-a-ser da fase adulta. Entretanto, não podemos simplesmente desconsiderar essa fase, como se não houvesse a necessidade de concedermos a devida importância a ela, e só realmente tratar uma pessoa e/ou conceder atenção com seriedade quando ela chegar ao degrau da vida adulta.

Precisamos subir todos os degraus para chegar ao topo da escada: se tirarmos algum, desestrutura e elimina a escada. Portanto, a adolescência é um dos degraus de desenvolvimento do ser humano - o qual é imagem e semelhança do Deus Vivo – contribuindo para que ele prossiga nessa vida terrena, até alcançar a vida eterna.

Reflitamos sobre as seguintes analogias:



- Todas as fases da Lua são importantes;

- Todas as fases de uma semente que será fruto são importantes.



Logo, todas as fases do desenvolvimento humano são importantes! Porque é critério do Criador: Ele estabeleceu todas estas fases pois, mediante a Sua soberana sabedoria, sabe o que é necessário modificar, acrescentar, reestruturar em cada fase.

Vejamos: carinho, aconchego, colo, “segurança” extrema. A maioria das crianças encontra um apoio total de seus pais, de modo que são consideradas estritamente dependentes deles. Mas... daqui a pouco, ela se vê diante de transformações nunca imaginadas:



- Físico: há mudanças em seus órgãos genitais e, detalhando aspectos individualizados, podemos considerar que nos meninos: a voz adquire um timbre mais grosso, os ombros ficam mais largos, começa a nascer barba; nas meninas: a voz fica mais fina, os quadris ficam mais largos, os seios crescem, entre outros aspectos;



- Intelectual: a mente da criança começa a compreender conceitos mais abstratos, a capacidade de imaginação se acentua.



E, em meio a essa mudança toda, está imerso um ser que outrora era uma criança, cujos hormônios não eram tão desenvolvidos e ela não enfrentava tanta transformação como agora! O que podemos esperar? Obviamente, o que acontece: sentimentos de insegurança, medo de encarar essa nova fase da vida. Para algumas coisas, os adultos argumentam que ele não é mais criança para fazer; para outras, argumentam que ele ainda não é adulto! “O que eu faço, então?”, “Quem eu sou?” e outras indagações internas são frequentes! É nessa fase que a atitude dos pais para com os filhos deve ser repleta de amor, carinho, compreensão, atenção, o que não justifica que não se estabeleça limites.

A pessoa que está na adolescência sempre apresenta conflitos e os pais devem estar cientes da existência deles, assim como começar a olhar os seus filhos com um olhar mais aprofundado. Deus conhece todos os Seus filhos, com a Sua onisciência. E os pais terrenos, com o discernimento concedido pelo Pai Eterno, devem, sim, observar os seus filhos constantemente e tentarem entender o que eles estão enfrentando.

Uma pergunta que deve ser feita no cotidiano pelos pais aos seus corações: “Qual é o motivo daquela atitude do meu filho?” Lembre-se de que, quando uma pessoa apresenta uma febre, o foco não deve ser somente eliminar os sintomas, mas saber a origem deles! Se você tomar um analgésico, os sintomas podem ser abrandados, mas rapidamente podem retornar, o que pode provocar um “círculo vicioso” de ingerir medicamentos. Todavia, se você procura um médico, este pode solicitar exames, até descobrir a profundidade da inflamação etc.

Assim é com o comportamento do seu filho: peça a Deus sabedoria para você conseguir descobrir a profundidade do problema apresentado por ele! Lute por isso, afinal, seu filho é um presente de Deus: “Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão” (Salmos 127.3). Mas, claro, procure entender quais os problemas mais comuns nessa fase, a fim de que Deus conceda o discernimento para você referente a sua compreensão previamente adquirida, pois “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento”(Provérbios 4.7).

Veremos resumidamente alguns dos principais conflitos que permeiam a polêmica fase do desenvolvimento humano chamada “adolescência”:



Inferioridade: É comum o adolescente se sentir “complexado”: “Ah, o meu nariz é grande”; “Por que a minha orelha é tão desproporcional?”; “De novo: mais uma espinha!”. Observe se seu(a) filho (a) apresenta demasiadamente sentimentos de inferioridade em relação aos seus irmãos e amigos. Em caso positivo, procure estimular o lado positivo dele, faça elogios com sinceridade. Nunca fique “batendo na tecla” de seus defeitos incessantemente! Isso pode somente acentuar a situação e estes sintomas podem ser levados para a vida adulta. Lembre-se de que:”Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo”; (Colossenses 3.21).





Desatenção e Fracasso Escolar: Por vezes, você percebe que o seu filho apresenta muito mais desatenção do que atenção. Você está falando com ele, e ele está tão “distante”... Chega na escola, e os professores de seu filho afirmam que ele “viaja” na aula. Ora, sabemos que a adolescência é fase de “devaneios”, de “sonhos”, de estabelecer “projetos”, “fazer planos”, mas sabemos que tudo exagerado é sinal de que algo não está bem. Portanto, para estes casos, é necessária a ajuda de um profissional, para que, juntos, possam investigar a causa da desatenção e procurar melhoria neste aspecto. Lembre-se: “o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Eclesiastes 4.12).

Ansiedade e Estresse: A fase da adolescência é caracterizada, também, pelo desejo de autonomia. Agora, o adolescente quer expressar a sua “independência”. Todavia, sabemos que, muitas vezes, essa ideia de que é “independente” é ilusória: ele necessita do apoio dos pais. E este conflito de “meio criança” e “meio adulto” pode provocar ansiedade no adolescente. Além disso, nessa fase, ele provavelmente se virá prestes a escolher qual profissão escolher. Ajude os seus filhos a focar os seus pensamentos de forma que a ansiedade não se intensifique e ele se sinta estressado. Contribua para que ele compreenda, internalize e tenha esta admoestação bíblica como prática de vida: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (I Pedro 5.7).





Depressão: Pais, fiquem atentos: seu filho, na presença de vocês, pode se apresentar com um sorriso, uma risada, uma gargalhada; mas, interiormente, ele pode estar vivenciando um conflito tão intenso, culminando na depressão. Contudo, ao contrário dos adultos, nem sempre o adolescente demonstra um aspecto desolado, a ponto de outras pessoas identificarem a depressão! É mais comum que fique visível que ele esteja sofrendo quando a depressão está com um grau muito elevado. Por isso, fique atento: tente observar o comportamento de seu filho quando ele está sozinho em um ambiente. Qual é o semblante dele? É de tristeza? É de angústia? É de desamparo? É de agonia? É de desespero? Se você perceber algum desses, não significa que ele esteja sofrendo com depressão, mas serve como um sinal para que você lhe dê a atenção necessária, a fim de que descubra o que está se passando com ele. Se for algo constante, não hesite: ore e procure ajuda. Todavia, o seu apoio continuará sendo imprescindível, é o apoio humano primordial: caminhe lado a lado com o seu filho, auxiliando-o a descobrir e declarar que “(...) quando estou fraco então sou forte” (Coríntios 12.10).

Nunca se esqueça dos princípios que devem reger o seu relacionamento com o seu filho adolescente, dentre os quais:



1 – Amor e Correção: busque amar o Seu filho com reflexo do amor de Cristo: em todo tempo, Ele ama; todavia, isso não O impede de corrigir os Seus filhos! Não corrija o seu filho de maneira áspera, com afrontas. Sente-se com ele, olhe em seus olhos, transmita a mensagem de que ele é importante para você, de que você está disposto (a) a compreendê-lo. O adolescente precisa de amor, carinho, compreensão e sentir segurança em você! Não é porque ele não é mais criança, que a sua atenção não será mais direcionada para ele!



2 – Compreensão e Atenção: esta dupla é eficiente em relacionamentos! Lute, invista para que seu relacionamento com seu filho seja amigável. Vocês devem ser amigos! Mas como conseguir isso? Pode ser difícil, mas não é impossível: tente entender o “mundo” do adolescente. Às vezes, os pais não “acompanham” a evolução dos tempos modernos... Acompanhe o desenvolvimento de seu filho na escola. Saiba do que ele gosta. Promova situações para que ele se sinta confortável e valorizado dentro do lar.



3 – Apoio Espiritual em todo o tempo: sem este apoio, todas as outras tentativas de ajuda não serão eficazes! Afinal, com Jesus em nossas vidas, tudo vai muito bem!

Você deve estimular no seu filho o prazer de orar, de ler e ouvir a Palavra de Deus. Adquira materiais evangélicos que o auxiliem. Por exemplo: em vez de gritar com o seu filho porque ele ouve rock, o qual transmite mensagens satânicas, de violência, de tragédia etc., compre um livro que explique de forma dinâmica sobre isso e/ou mostre a ele um testemunho de um ex-roqueiro que atualmente seja um servo de Deus. Posteriormente, sente-se com ele e promova uma discussão, pergunte a sua opinião sobre o livro que leu.

O adolescente sentirá que você se importa com os seus sentimentos, com as suas opiniões, que se importa com os seus pensamentos. Dessa forma, sentindo-se valorizado, ele estará mais pronto para ouvir a voz de Deus e a sua.



A juventude de hoje está cada vez mais avançando no conhecimento. Então, procure se informar, a ler as Escrituras e conhecer o que está acontecendo no mundo em vários aspectos para obter respaldo na argumentação com o seu filho. Não diga um “não” oco, diga um “não” com base nas Escrituras e nos bons costumes apregoados pelos profetas do Deus Vivo e Eterno! Apresente ao seu filho um Deus sublime, um Deus que, mesmo sendo o Todo-Poderoso, Ele ainda nos dá oportunidade de sermos amigos dEle! Não será necessário “forçar” o seu filho a ir à igreja, se diariamente você estimulá-lo a isso por meio de seu relacionamento com Cristo e as suas atitudes dentro do seu lar. Sempre é bom lembrar que se você não faz alguma coisa e fala para o seu filho fazer, há uma incoerência a qual certamente ele alegará! Busque a Deus, de modo que a família toda proclame de forma uníssona e harmoniosa: “Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Josué 24.15).



“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4.13). Portanto, com Jesus, você pode, sim, compreender o seu filho plenamente e conviverem em harmonia! “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133.1).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Projeto IPDA Familia:Brigas entre pais e filhos: A importância do diálogo

Alexsandra Lopes

(Site IPDA)

Pais e Filhos são assuntos sérios para explanar e explicar, principalmente, pelo fato do mundo encontrar-se nos últimos tempos, como está escrito em Marcos 13.12, que diz: “E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer”.



É sabido pela inteligência humana que os pais têm o dever de dar educação e sustento aos seus filhos, mas, logo, quando estes crescem, dependendo da situação, da criação e das companhias que andam e se espelham, estes começam a terem seus pais como inimigos, vindo, em seguida, as brigas incansáveis e inúteis.

O que já pode-se ver no mundo acerca das brigas? Muitas coisas! Filhos que mataram seus pais, mães que mataram seus filhos, entre outras depravações, mas, diante disso, podemos nos perguntar: Quem é o culpado?

Veja que tanto os pais quanto os filhos podem ter culpa dessa causa; uma vez que o maior, principal e primeiro culpado é Satanás. Há pais, por exemplo, que usam as ignorâncias, brutalidades, agressividades, maldades, vinganças e maus exemplos para darem educação aos seus filhos, se é que isso podemos chamar de “educação”, contudo, os filhos também, com as suas más companhias, exemplos, manias de crianças, entre outros, desrespeitam seus pais; por ganância, vingança, infantilidades, entre outros diversos motivos, eles matam, batem, maltratam-nos, fazendo o que a antiga serpente chamada gosta: a desunião, a destruição.

Obviamente que os pais devem dar educação aos seus filhos, e quando necessitarem serem severos, duros, terão que ser, mas há casos até de violências horrendas, causando marcas, cicatrizes no corpo da criança; isso é ato monstruoso, sem escrúpulos, indivíduo sem temor a Deus.

Todavia, há uma palavra forte, necessária e eficaz aos filhos e pais: “a importância do diálogo”, isto é, a importância do amor, da mansidão, da essência da sabedoria, porquanto eles fazem a força do entendimento, da união. É preciso que os pais e filhos sejam amigos, que conversem, pois quando o filho tem o pai como seu inimigo, isso gera uma confusão, uma desconfiança, um gelo entre eles, fazendo com que o afastamento seja o impedimento de uma amizade célebre.

Dialogar é o começo da união, mas a ignorância é o término da destruição. Como é lindo quando enxergamos, pai e filho conversando em uma praça, por exemplo, e o pai conversa amigavelmente com o seu filho e os dois sorriem, depois, ambos se abraçam dizendo o quanto um ama o outro e aí a força do amor tornam-se em palavras, tais como: “Filho, pode contar comigo!; Pai, te amo muito!; Oh, Filhão, vamos ao mercado comigo!; Pai, passei em uma loja, e achei linda essa gravata, decidi comprá-la para o senhor, aliás, o senhor merece”!; entre outras milhares e milhares lindas e belas palavras e frases.

É claro que se nem o diálogo está adiantando, então, dialogue, abra-se com o Todo-Poderoso para Ele mudar essa situação, pois pelo que sei não há impossibilidades para o Rei. Diga para Deus mudar seu filho, restaurá-lo, modificá-lo, porém, pense pai: O problema pode estar em seu comportamento, atitude e manias infantis e sem nexo. Filho, você também, pense, as brigas podem ser por sua causa, não por causa de seu pai.

É notável dizer que quando houver brigas, é preciso dialogar para resolver isso, não se esqueça que uma briguinha torna-se, muitas das vezes, uma situação fúnebre, uma tristeza funda, amarga e sem volta. Não dê espaços para as brigas, não fique falando e aumentando as falas dela, pois o Inimigo, invisivelmente, está se divertindo com isso. Notou que o seu filho ou seu pai quer brigar a ponto de vir causas piores e destrutíveis, saia e vá orar. Não dê espaço para o diabo: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós;” (Tiago 4.7). Recorde-se que o diálogo manso e sábio não vêm por palavras vis, vãos, desnecessárias, ridículas, porém, são através do Espírito Santo de Deus, que dá sabedoria às palavras que sairão da boca, portanto amorosamente ensina as coisas que descem dos altos céus, e jamais da terra: “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia;” (Tiago 3.17).

Em suma, briga é sinônimo de ruína, separação, discórdias. O cônjuge tem uma grande necessidade de adquirir sabedoria para educar seus filhos, sabendo, pois, que devem vigiar suas atitudes e maneiras insensatas para com eles, “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo”; (Colossenses 3.21). Da mesma maneira, os filhos, respeitem seus pais, honrando-os acima de tudo, “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor (Colossenses 3.20); Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá”, (Marcos 7.10).



Que Jesus Cristo, nosso Bondoso Pai, Consolador e Salvador continue falando melhor aos corações, pois é dEle e nEle que a sabedoria, o amor e a salvação vêm! Deus os abençoe!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Projeto IPDA Familia: “Como ser um homem prudente dentro do lar”


Paulo Cunha
(Coordenador Equipe Revista IDE - Grêmio CBDA)
                        
     Os dias são desafiadores para os cristãos, pois hoje temos o reconhecimento estável das relações homossexuais, em que as drogas estão contaminando todas as classes sociais e a violência está tomando conta das notícias de jornais. O que temos em comum com um cenário da realidade de hoje? Em tudo, a família é envolvida. Por exemplo, no reconhecimento das relações homossexuais, o projeto de Deus para homem e mulher em uma família não é respeitado; as drogas tendem-se a tirar o viciado de sua família por não suportarem-no; a violência chega entre marido e mulher assim como entre pais e filhos.
    O foco do Inimigo em que enfrentamos é a distruição da família e aí entra o fortalecimento das famílias cristãs e o papel do homem prudente no lar, onde aqui vou ser bem específico na posição de marido e pai de família.
    Vamos ver o que o santo Livro nos ensina com relação a este tema:
  1. A nossa prioridade é amar os que são de casa. Vamos ver o que nos diz em MC 12, 33: “33 Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com todas as nossas forças e também devemos amar os outros como amamos a nós mesmos. Pois é melhor obedecer a estes dois mandamentos do que trazer animais para serem queimados no altar e oferecer outros sacrifícios a Deus”.  O amor aos outros aqui são todos de uma maneira geral, mas quem são os nossos mais próximos? Os de nossa família, os do nosso lar. Se não dedicarmos tempo para com eles, estabelecendo diálogos, como podemos estar honrando o que Deus nos pediu?
  2. Ser o exemplo do amor de Deus. A liderança que o homem exerce em seu lar poderá trazer tanto o amor de Deus quanto a desgraça. A opção é daqueles que servem ou não ao Senhor. Se observarmos em I Cor 11, 7 – “7O homem não precisa cobrir a cabeça, pois ele reflete a imagem e a glória de Deus. Mas a mulher reflete a glória do homem”. Nessa citação, nós temos um Deus que nos ama tanto que nos coloca na posição de refletir a sua imagem e glória. Portanto, a condição do homem em sua família é o de refletir este amor incondicional de Deus, mostrando a seus filhos e esposa que somente chegaremos a salvação eterna, através de Jesus Cristo, nosso Salvador. Esta é a maior prova do amor que Deus tem por nós. Mas, lembrem-se, o homem temente a Deus certamente inicia seus filhos em casa mostrando e ensinando este amor divino.
  3. Repreender também é amar. A Bíblia nos ensina que o povo eleito de Israel teve momentos de desvios de sua conduta com Deus, mas que nem por isto Ele não deixou de amá-los, mas pelo contrário, os repreendeu para que pudessem voltar ao Senhor. O papel do Pai com os filhos é claro nas Escrituras, mas lembrando que haverá sempre o respeito e não a violência. Em Efésios 6, 4 é muito claro sobre esta atitude entre os homens: “4Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos.”
  4. O Homem e a Mulher devem caminhar juntos para a Glória de Deus. Aqueles que têm no casamento a sua posição frente ao Senhor na união que os consagrou marido e mulher, estes criam juntamente a Deus uma dependência sadia, que nos vigora e nos acompanha em nossa jornada rumo à salvação. Em I Coríntios 11, o apóstolo Paulo ainda nos deixa uma visão muito importante sobre a função do homem no matrimônio: 11 No entanto, por estarmos unidos com o Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher.
     O homem em sua casa, em seu lar é o representante do amor de Deus. Ele tem a missão de ter o olhar em sua volta e ser o pai para seus filhos; já a esposa, sua missão é refletir o que Jesus nos ensinou, como sendo o amor mais próximo que podemos ter. Desta forma, a família continuará a ser o maior replicador do amor divino.
Deus abençoe os Irmãos em Cristo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Projeto IPDA Familia: “Como ser uma mulher sábia dentro do lar”

“Como ser uma mulher sábia dentro do lar”
Aparecida Cunha(Equipe Revista IDE - Grêmio CBDA)
                        
     A família é um sonho de Deus, e a mulher tem grande responsabilidade na estrutura da família; pois é ela quem cuida do lar, dos filhos, do esposo! Muitas delas também trabalham para ajudar no sustento da casa. Realmente é uma tarefa complexa, sendo necessário muita graça do Espírito de Deus para alcançar sabedoria suficiente e conseguir manter tudo sob controle.
     Creio eu que o sonho de toda mulher cristã é ver sua família abençoada espiritualmente com seu esposo e filhos ao redor, servindo a Deus em espírito e verdade. Consequentemente, todas as outras coisas acompanharão pois Deus diz assim: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça e todas as demais coisas lhe serão acrescentadas”.
     É um objetivo difícil de ser alcançado com os valores e padrões que a atual sociedade impõe, mas não é impossível se tivermos a ajuda de Deus juntamente com a sabedoria que Ele nos dá.
     A mulher nos dias atuais se encontra em uma posição diferenciada, pois ela já participa ativamente da economia do casal: trabalha, estuda. Por este motivo, precisa tomar muito cuidado para não deturpar os princípios e valores que Deus nos ensina, sabendo que seu esposo é o cabeça da família, e ela ainda é a grande coluna de sua casa responsável pelos seus filhos e pelo bom andamento de sua casa. Não é uma tarefa fácil e determina desafios a serem vencidos. 
     Vamos a seguir, desenvolver alguns pontos importantes a serem observados frente às adversidades que nos aparecem:
  1. Ouvir a voz de Deus
     Não dê ouvido à voz do mundo, mas ouça sempre o que o Espírito diz à Igreja...
     A Igreja somos nós que somos dependentes de Deus. Ele sempre terá uma estratégia para sua vida, independentemente da situação que você se encontrar. Cuidado com conselhos de pessoas ímpias, elas não entendem que Deus age em situações de impossibilidade humana.
  
    2. A obediência a Deus é fundamental para a vitória. 
     Quando obedecemos a Deus, Ele se torna nosso ajudador em todas as situações.
     Mesmo sendo falhos e cheios de fraquezas, Deus diz assim: “É na sua fraqueza que se manifesta o meu poder”... E Ele entra na peleja para lhe ajudar, lhe favorecer, e você recebe a sua vitória!

    3. A mulher sábia edifica sua casa, porém a tola destrói com suas próprias mãos... 
     Precisamos saber que quando falamos...Deus se cala. Quando nos calamos... Deus trabalha a nosso favor. Muitas vezes perdemos o controle da situação, mas se  estivermos  cheios  do Espírito de Deus vamos entender que muitas das situações não são contra carne e sim contra principados e potestades e só vamos obter nossa vitória se frente á situação contrária, colocarmos a nossa fé em ação e lutarmos não na carne   mais no Espírito.. .È neste momento que Ele nos ensina a entender esta passagem que diz... “A minha graça te basta”...

    4. Ter um chamado de Deus é uma bênção! 
     Muitas mulheres têm sido chamadas e usadas com muito poder pelo Espírito Santo.
     Mas lembre-se que sua casa sempre precisa ser prioridade para que seus filhos se sintam amados e valorizados juntamente com seu esposo. Faça a obra de Deus, mas não abandone seu lar.

     5. Seus filhos são descendência bendita do Senhor
     Cada filho tem sua particularidade...Eles precisam de você, mãe! Ore por eles, faça campanha por eles, consagre-os para Deus. Ensine-os a amar a Deus porque Deus é bom e tem o melhor para eles, mas lembre-se sempre de que quem faz a obra é o Espírito Santo. Respeite o tempo para cada um se converter, profetize benção e vitória na vida deles, e mostre com seu testemunho de vida que você tem a presença de Deus em sua vida e, no momento certo, Deus fará a obra completa em suas vidas.

     6. Cuidado com o esposo não convertido! 
     Ele não vai entender os seus propósitos porque a   espiritualidade  dele  é diferente da sua. Tenha paciência, use de vigilância para ganhar ele para Jesus. Tenha fé, pois a fé   é o firme fundamento das coisas que não se vê, mas crê . E lembre-se : “A esposa santa santifica seu esposo...”. Em todo o tempo não se esqueça de clamar a Deus   e entender qual   a atitude correta  que  Deus requer de  você.
     Não critique, não julgue, trate-o com carinho e não deixe de clamar a Deus pela conversão dele.

     7. Mistério de Deus não se explica...Mas se obedece!
     Existe um mistério espiritual no cabelo da mulher! Este mistério se traduz em autoridade espiritual. Ouça a voz do Espírito Santo com respeito a este  propósito .

     8. Não se acomode com o sofrimento, mas lute a todo momento pelo melhor que Deus tem em sua vida, pois a Palavra de Deus diz assim.. “DELEITE –SE NO SENHOR E ELE SAISFARÁ  OS DESEJOS DO SEU CORAÇÃO ”.
Não importa qual seja a difícil situação que você se encontra! Deus te chamou para você ser mais que vencedor em Cristo Jesus! E se você crer, verá a glória de Deus!
Se seu problema não foi abordado aqui, ou se talvez todas tentativas apresentadas já foram também testadas sem resultado positivo, creia que Deus é o Deus do Impossível! Sua fé, sua perseverança e seu propósito com Deus fará com que Ele venha agir a seu favor. Não desista nunca, clame, jejue , faça campanha com propósito  e a resposta de Deus é certa em sua vida e na vida da sua família. Nunca se esqueça de que Jesus já venceu por você na cruz do Calvário e a vitória que você precisa Ele vai lhe conceder para honra e glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

domingo, 26 de junho de 2011

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO PARA MUDAR O QUE MAIS IRRITA NO CASAMENTO


Paulo Fábio Tomaze esposa
Elinete Paiva Tomaz

(Instrutores CBDA)
                                                                
     Vamos iniciar esta matéria mostrando a importância da comunicação em todas as áreas e principalmente no casamento. O Dicionário Aurélio define a comunicação como “sendo a capacitação de trocar ou discutir ideias, de dialogar, de conversar, com vista ao bom entendimento entre pessoas”.
     Quando se fala em comunicação, logo pensamos em falar e muitas vezes esquecemos que ouvir é uma das partes mais importantes da comunicação. Jesus declarou certa feita:“quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11.15). Deus nos deu um par de ouvidos e apenas uma língua: o que Ele nos quer ensinar com isso? Obviamente, que precisamos ouvir mais e falar menos. 
     Em Tiago 1.19 diz que também é preciso ser tardio para falar, ou seja, não falar precipitadamente. Qual a vantagem em ouvir? Quem ouve e pensa tem mais tempo para analisar o que irá falar.
Vamos abordar algumas das situações que mais irritam no casamento
     Falta de Atenção: hoje em dia é comum nos lares ter aparelhos de TV, internet, rádios, telefone, jornais, revistas e etc. Às vezes, a esposa está conversando com o esposo ou vice-versa, a atenção está dividida com um desses meios de comunicação, ou seja, não dá a atenção necessária para a parte que precisa ser ouvida e, com isso, provoca a ira seguida de confusão; enquanto, quando se ouve com atenção, permite entender o que está sendo dito e dar uma resposta segura. Quando você deixa tudo de lado para dar atenção é sinal de respeito e compreensão com o seu cônjuge.
     Falta de Tempo: nos dias atuais, temos várias ocupações como trabalho, estudos, igreja, filhos, afazeres do lar e outros. Mediante a isso, o casal não reserva um tempo para dialogar, ter um lazer, que colabora no relacionamento amoroso; não havendo isso, começa a haver um desgaste emocional, dando início a uma frieza no relacionamento: duas pessoas vivendo juntas, mas distantes uma da outra.
    Como resolver essa situação? É simples! Você, esposo, coloca como prioridade a sua esposa e, da mesma forma, a esposa para com o seu esposo. “O marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e a esposa deve reverenciar o seu marido” (Ef 5.33).
     Falta de Respeito: devemos usar nossos lábios para abençoar e nunca amaldiçoar, e principalmente o nosso cônjuge: ninguém deve ridicularizar o seu parceiro; isso acontece por meio de palavras e atitudes que desmoralizam e depreciam a imagem do(a) esposo(a).
    Isso não deve ocorrer em particular entre os dois e muito menos em público, na frente de amigos e familiares: se houver algum aborrecimento, esperem e, quando estiverem os dois a sós, então resolvam o problema. Não discuta nem agrida um ao outro, a ofensa magoa e só piora a situação, dificultando ainda mais; a melhor coisa é uma boa conversa para que haja um entendimento. Cada um reconhecer onde errou e consertar o erro é melhor do que apontar o erro um do outro, isso não vai ajudar em nada, só piora. 
    Cada um deve considerar o outro com apreço, valorizar e respeitá-lo em tudo. Que você possa viver na prática as sábias palavras do apóstolo Paulo: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”  (Rm 12.10).
     Querido leitor, na maioria das vezes, diante dos problemas, sempre achamos que estamos com a razão; e nem sempre isso é verdade. A Bíblia nos exorta a corrigir a nós mesmos antes de exigirmos a correção dos outros:
     “Porque é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? (Mt 7.3).
     Você, esposo, quer que o seu casamento seja uma benção; no seu lar, você possa ser assistido pela sua esposa, e ela possa ser amada por você? A mudança pode começar por você, sem muitas cobranças, isso acaba cansando o relacionamento. A Bíblia diz: “que melhor é dar do que receber”; se você semear amor, a colheita não será outra senão amor;procure elogiar o seu cônjuge, oferecer mais, acompanhá-lo, se interessar pelas coisas que ele gosta, ouvi-lo sempre, perdoar quantas vezes for necessário, cantar, orar, alegrar-se juntos. “Alegre-se com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.18b).

                 Deus os abençoe!

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"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5:16).

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